Bush não fará concessões ao Reino Unido

O presidente dos EUA, George W. Bush, não oferecerá nenhuma concessão ao primeiro-ministro britânico, Tony Blair, durante a visita de Estado que começa hoje, disse um alto funcionário norte-americano. Segundo esse funcionário, durante a visita, Bush não pretende anunciar nenhuma medida quanto às tarifas impostas pelos EUA sobre importações de aço, nem sobre o destino de cidadãos britânicos aprisionados na base militar norte-americana de Guantánamo (Cuba). Sobre as tarifas, o funcionário disse que "o presidente ainda está estudando as questões relativas ao aço e acho que é isso o que ele vai dizer ao primeiro-ministro". "Eles vão conversar sobre comércio. Ambos são proponentes de revitalizar a OMC e acho que eles falarão sobre isso", acrescentou o funcionário. Ele também disse que prosseguem as conversações entre os dois governos sobre a questão dos detidos em Guantánamo. Os militares norte-americanos mantêm naquela base cerca de 670 prisioneiros de guerra capturados durante a invasão do Afeganistão, em 2001. Os EUA não formularam nenhuma acusação contra eles e também não permitem que eles tenham acesso a advogados, como exigem as convenções internacionais sobre prisioneiros de guerra. O governo dos EUA também já deu a entender que os prisioneiros de Guantánamo serão julgados por tribunais militares secretos, nos quais as garantias habituais de direito de defesa não são aplicados. Alguns dos prisioneiros são cidadãos britânicos e Londres tem buscado garantias dos EUA de que eles não serão condenados à morte. As informações são da Dow Jones.

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