Bush: não se pode vencer a guerra ao terror

George W. Bush provocou enorme reboliço hoje entre os políticos democratas nos Estados Unidos. Motivo: ele disse, em entrevista à rede NBC, que a guerra ao terror não pode ser totalmente vencida. Às vésperas do início da convenção republicana, o debate acerca das palavras do presidente americano exigiu enorme esforço por parte de seus assessores, que se viram obrigados a dar explicações.Perguntado pelo jornalista do programa Today se os Estados Unidos poderiam vencer a guerra ao terror, Bush respondeu: "não acho que se possa vencê-la. Mas acredito que se possa criar condições para que aqueles que fazem uso do terrorismo sejam cada vez menos aceitos no mundo".Os democratas, na tentativa de desviar a atenção do eleitorado da convenção, aproveitaram para tirar vantagem das palavras do presidente. "Depois de meses ouvindo durante a campanha republicana que só eles são capazes de vencer a guerra a terror, agora ele [Bush] vem dizer que não podemos vencê-la", disse o candidato democrata à vice-presidência, John Edwards. "Não é hora de declarar derrota", acrescentou. Numa conferência organizada em Nova York pelos democratas, o general reformado Merril Mc Peak, antigo chefe da Força Aérea americana, afirmou: "Percebi um ano atrás que ele não poderia vencer essa guerra".Na Casa Branca, o porta-voz Scott McClellan se esforçou em esclarecer à imprensa as palavras de Bush: "Ele estava se referindo a uma vitória no sentido convencional, explicando como esta é um guerra diferente e que enfrentamos um inimigo não-convencional".O senador democrata Joseph BIden, do Comitê de Relações Exteriores do Senado, foi mais incisivo. "Sugerir que a guerra ao terror não pode ser vencida é absolutamente inaceitável"."Primeiro, Geroge W. Bish diz que calculou mal a guerra no Iraque, depois, diz que foi um desastre e põe a culpa nos milityares. Agora ele diz que não pode vencer a luta contra o terror. É isso oq ue se chama de liderança confiável?", perguntou Allison Dobson, porta-voz do candidato democrata à presidência, John Kerry.

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