Bush ou Kerry terá pouco espaço para mudar economia

Há três dias das eleições presidenciais nos Estados Unidos, economistas e acadêmicos acreditam que o curso da economia norte-americana no curto prazo não sofrerá qualquer mudança independentemente do candidato eleito. O consenso é de que a economia dos Estados Unidos continuará crescendo, embora com uma desaceleração da atividade, e que o próximo presidente terá pouco espaço de manobra em termos de políticas devido aos desequilíbrios econômicos internos e externos. "Bush ou Kerry terá mais dificuldade de aprovar medidas no Congresso do que o presidente Lula teve no Brasil no seu primeiro ano de mandato. Se o próximo presidente norte-americano for inteligente, tentará nos primeiros seis meses diminuir a divisão não apenas no Congresso, mas também do eleitorado", explicou o economista-sênior do Conference Board Kenneth Goldstein. Médio e longo prazos Na opinião do diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental da Universidade Johns Hopkins, Riordan Roett, no curto prazo o candidato eleito nos Estados Unidos, não terá impacto nas perspectivas econômicas. "Mas no longo prazo, as políticas do senador Kerry, cuja prioridade é de reduzir o déficit orçamentário, seriam mais positivas para corrigir os desequilíbrios atuais". "No médio e longo prazos, haverá decisões importantes a serem tomadas, como, por exemplo, achar o substituto para Alan Greenspan, presidente do Federal Reserve (Fed), cujo mandato acabará daqui a um ano e meio. Depois, em relação aos déficits, os democratas prometem mudar o curso da política atual e reduzir o nível dos déficits", disse Roett. Roett citou fatores que estão fora do controle do próximo presidente norte-americano. "Primeiro, temos a China e os outros países asiáticos. O próximo presidente terá de lidar com a questão da disposição desses países de continuar exportando fortemente para os Estados Unidos ou financiando o déficit de conta corrente norte-americano". Em segundo, citou a questão interna do envelhecimento da população e da necessidade de gastos com saúde pública, o que requer uma solução imediata.

Agencia Estado,

30 Outubro 2004 | 15h40

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