Bush pede à ONU que aprove "forte resolução" contra Iraque

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, manteve a pressão sobre o Conselho de Segurança da ONU para que este aprove "uma forte resolução" contra o Iraque e alertou novamente que os EUA estão preparados para agir por conta própria se a ONU não o fizer. "Quero ver uma decisão dura da ONU. Uma decisão que diga que os velhos caminhos de trapaça não existem mais. Uma decisão que responsabilizasse esse homem", disse Bush, durante discurso em Trenton, Nova Jersey. "Se eles não agirem, os EUA vão agir. Nós não vamos permitir que os piores líderes do mundo nos ameacem com as piores armas do mundo", acrescentou. Bush reiterou também sua visão de que Saddam Hussein desafiou a integridade da ONU ao desrespeitar 16 resoluções da Organização impostas desde 1990. Por causa disso, o Iraque considera a ONU "um tigre de papel" e acrescentou que a Organização corre o risco de se tornar nada mais que uma "sociedade de debates". Apesar de o presidente norte-americano ter deixado claro que está preocupado com a falta de vontade da ONU até agora de apoiar suas próprias decisões com ações, ele disse que o ponto importante é que o Iraque é uma ameaça aos EUA. "Temos de lidar com ameaças antes que seja tarde demais", disse Bush. Os comentários de Bush vêm ao mesmo tempo em que os representantes dos EUA continuam tentando obter apoio dentro do Conselho de Segurança da ONU por uma nova resolução. Uma possível derrota para os esforços dos EUA veio ontem, quando o primeiro ministro alemão Gerhard Schroeder conseguiu se reeleger para o cargo numa disputa acirrada. Schroeder fez dura campanha sobre o fato de que o país não iria apoiar nenhum ataque ao Iraque por nenhuma razão. O Congresso dos EUA batalha em casa para aprovar uma resolução por conta própria para dar a Bush poder de tomar uma atitude militar contra o Iraque.

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