Bush pede abertura dos EUA a competição indiana

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta sexta-feira que os americanos não devem responder à expansão da economia da Índia fechando-se para o mercado global. "Os Estados Unidos não irão ceder ao protecionismo e perder essas oportunidades", disse ele em um discurso em Purana Qila, nas ruínas de um antigo forte. O presidente afirmou que seu país deveria ver a Índia, uma nação que cresce rapidamente, como uma terra de oportunidades, e não uma ameaça. Para ele, a melhor resposta americana à globalização não é erguer barreiras econômicas para proteger os trabalhadores, mas educá-los para que eles possam competir em todos os estágios. "Pelo bem dos trabalhadores dos dois países, a América irá negociar com confiança". Bush também pediu à Índia que diminuísse as tarifas que penalizam produtos agrícolas americanos e proteja seus trabalhadores e suas crianças de abusos. "Os Estados Unidos e a Índia, separados por meio mundo, estão mais próximos que nunca e nossa parceria tem o poder de transformar o planeta". Ele passou a maior parte do dia em Hyderabad, uma das áreas tecnológicas da Índia que impulsiona sua expansão econômica. Encontrou-se com jovens empreendedores de uma escola de administração e visitou uma faculdade agrícola que pesquisa biotecnologia e maneiras de aumentar a produção. Portestos Em Charminar, região predominantemente muçulmana que não foi visitada por Bush, lojas foram fechadas em protesto e várias bandeiras negras podiam ser vistas nos prédios. Manifestantes comunistas e muçulmanos carregavam pôsteres de Osama bin Laden e gritavam "Bush, tire suas mãos da Índia". Bush encerrou sua viagem à Índia com um acordo nuclear que aponta o começo do novo romance entre os Estados Unidos e a democracia de 1 bilhão de habitantes. Quando retornar a Washington, no final de semana, o presidente terá que convencer os céticos no Congresso sobre os benefícios do acordo selado com o primeiro ministro indiano, Manmohan Singh, no qual os Estados Unidos fornecerá combustível nuclear, reatores e ensinará as técnicas para que o país consiga suprir sua crescente demanda por energia. Em seguida, ele dirigiu-se para o Paquistão para uma visita de um dia cercada por um forte esquema de segurança, em um país que enfrenta problemas de terrorismo. "Eu me reunirei com o presidente Musharraf para discutir a cooperação vital do Paquistão na guerra contra o terror e nossos esforços para gerar desenvolvimento político e econômico, para reduzir o apelo radical no Islã. Eu acredito que uma democracia paquistanesa prospera será um parceiro da América, um vizinho pacífico da Índia e uma força de liberdade e moderação do mundo árabe". Mais tarde, o secretário de imprensa da Casa Branca, Scott McClellan disse a repórteres que Bush quis dizer que o Paquistão seria uma força de liberdade e moderação no mundo árabe. O Paquistão não é um país árabe.

Agencia Estado,

03 Março 2006 | 14h28

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