Bush pede ao mundo que ajude os EUA

O presidente George W. Bush pediu nesta quarta-feira aos aliados para ajudar os Estados Unidos na guerra contra o terrorismo internacional de todas as formas possíveis, "sejam elas por métodos claros ou velados".Ele disse isso ao receber na Casa Branca Magawati Sukarnoputri, a presidente da Indonésia - país com a maior população muçulmana do mundo.Bush disse que há vários caminhos para dar apoio aos Estados Unidos em sua guerra contra os terroristas que atacaram na terça-feira passada o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington."Algumas nações poderão sentir-se mais confortáveis apoiando atividades encobertas, outras fornecendo apenas informações, outras ajudarão (diretamente) e outras contribuirão com suporte financeiro", disse Bush, para concluir: "Eu aceito isso".Pouco antes, ele se havia reunido com o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Joschka Fischer, que lhe deu uma boa notícia. O Parlamento alemão acabara de aprovar, por unanimidade, ajuda militar aos Estados Unidos e a destinação de uma verba de US$ 1,42 bilhão para a luta antiterrorista no próximo ano.Bush prometeu à presidente da Indonésia que sua campanha contra o terrorismo não irá se transformar numa guerra contra os muçulmanos nem contra os árabes. Megawati reafirmou sua condenação ao ataque suicida, classificando-o como "desumano". Mas disse esperar que os Estados Unidos não adotem uma ação precipitada.Bush e o secretário de Estado, Colin Powell, reuniram-se também com os chanceleres da Rússia e da Arábia Saudita.O chanceler russo, Igor Ivanov, reiterou a condenação de seu país ao atentado e a necessidade de punição para os responsáveis, mas voltou a fazer restrições a uma ação retaliatória contra o Afeganistão. A Rússia teme o que o presidente Vladimir Putin tem classificado de uma possível desestabilização da Ásia Central.Esses encontros coincidiram com intensa movimentação dos governantes europeus que, sob liderança do primeiro-ministro Tony Blair, articulam apoio decisivo aos Estados Unidos.Blair reuniu-se nesta quarta-feira com o chanceler alemão, Gehrard Schroeder, em Berlim. O chefe do governo alemão reiterou o que havia dito pela manhã no Parlamento: "A Alemanha está disposta ao risco, também no terreno militar, mas não embarcará numa aventura..."Blair, que desde o primeiro momento ofereceu apoio integral da Grã-Bretanha aos Estados Unidos, reúne-se nesta quinta-feira na Casa Branca com Bush, que recebeu na terça-feira o presidente francês, Jacques Chirac.

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