Bush pede democracia em países asiáticos

Em visita à Tailândia, o presidente George W.Bush comemorou hoje o crescimento da democracia na Ásia, mas chamou a atenção sobre bolsões de repressão e abusos contra os direitos humanos no continente, entre eles China, Mianmar e Coréia do Norte. O discurso, feito na capital Bangcoc, ocorreu horas antes de Bush embarcar para a China, onde estará presente na abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim.Proibindo toda sorte de protestos e restringindo fortemente o trabalho de correspondentes, o governo chinês jogou luz sobre suas ações antidemocráticas, e Bush pretende pressionar Pequim a ceder mais em prol da tolerância religiosa e política. "A América reafirma sua firme oposição à detenção, na China, de dissidentes políticos e ativistas dos direitos humanos e religiosos. Defendemos abertura e justiça na China não para impor nossas crenças, mas para permitir que os chineses expressem as suas", afirmou Bush, que também se pronunciou sobre a Coréia do Norte, exortando o país comunista a cumprir a promessa de desmantelar seu arsenal de armas nucleares.A repressão militar na vizinha Mianmar recebeu atenções da visita de Bush e da primeira-dama Laura nesta quinta-feira na Tailândia. "Queremos o fim da tirania na Birmânia", disse Bush, referindo-se ao outro nome pelo qual o país é conhecido. A primeira-dama visitou um campo na fronteira entre os dois países onde vivem 38 mil refugiados de uma minoria étnica que é alvo de estupros e assassinatos perpetrados por militares de Mianmar, um dos países mais pobres do mundo, que desde 1962 vive sob um violento regime militar.

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