Bush pede paz em Angola

Dias após a morte do líder rebelde angolano Jonas Savimbi, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu ao governo de Angola para esforçar-se em obter o cessar-fogo da guerra no país, que já dura 26 anos."Os angolanos não merecem menos", declarou Bush nesta terça-feira depois de reunir-se com os presidentes de Angola, Botswana e Moçambique, em seu segundo encontro com chefes de Estado africanos desde que tomou posse, no ano passado.Eles discutiram uma estratégia regional para combater a expansão da aids. Bush disse ter solicitado aos três presidentes para juntar esforços a fim de que o Banco Mundial forneça metade da assistência destinada às nações pobres sob a forma de doações ao invés de empréstimos.Mas o assunto principal foi Angola. Savimbi, líder da União Nacional para a Independência Total de Angola, UNITA, faleceu na última sexta-feira, durante confronto com soldados angolanos. Bush divulgou uma declaração, afirmando ter conclamando o presidente angolano, Eduardo dos Santos, a obter rapidamente um cessar-fogo "e desenvolver a grande riqueza de Angola em benefício do povo angolano".Dos Santos disse aos repórteres ter dado garantias a Bush de que seu governo faria isso, mas que o problema depende em grande parte "da vontade política daqueles que estão lutando", ou seja, das forças da UNITA. A UNITA, por sua vez, declarou que o governo precisa, em primeiro lugar, adotar um cessar-fogo unilateral.Bush não disse quem deveria iniciar o cessar-fogo, mas afirmou: "O presidente Dos Santos tem o poder para acabar com 26 anos de guerra, se conseguir fazer com que todos deponham as armas."Angola é rica em petróleo e minerais, mas ainda assim o povo angolano é desesperadamente pobre, e o governo depende fortemente da ajuda externa. Depois de ter se tornado independente de Portugal em 1975, Angola mergulhou numa guerra civil que já deixou pelo menos 500 mil mortos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.