Bush pede que Irã não alimente violência no Iraque

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta segunda-feira que não deve invadir o Irã, mas alertou que, se Teerã aumentar sua atividade no Iraque, fomentando a violência e causando danos às tropas americanas, estas responderão "com firmeza". As declarações foram dadas pelo presidente em entrevista à Rádio Pública Americana."Não tenho a intenção de entrar no Irã, mas se o Irã aumentar sua ação militar no Iraque e causar danos às tropas americanas ou a iraquianos inocentes, responderemos", anunciou.As declarações de Bush coincidem com as que Hassan Kazemi Qomi, embaixador do Irã no Iraque, fez em entrevista publicada nesta segunda no jornal The New York Times. O diplomata disse àque Teerã está dando passos para aumentar os laços econômicos e militares com Bagdá.Em sua primeira entrevista após seu discurso sobre o Estado da Nação, Bush se referiu ao Iraque, ao Irã e à luta contra o terrorismo. O presidente americano disse que vê exemplos de que há avanços no Iraque e na luta contra o terrorismo.Bush acrescentou que os iraquianos estão começando a assumir a liderança no Iraque. "Uma das coisas que espero ver nos iraquianos é que assumam a liderança e demonstrem aos americanos que desejam fazer o trabalho duro necessário para consolidar sua democracia. Nossa tarefa é ajudá-los. Os iraquianos começam a me apresentar fatos", frisou Bush.A declaração de Bush, junto com o endurecimento das sanções financeiras e das ações contra o envolvimento iraniano no Iraque, reavivam especulações sobre um possível ataque dos EUA ao Irã.Dois porta-aviões norte-americanos foram recentemente deslocados para o golfo Pérsico, em um alerta ao Irã, país que os EUA acusam de interferir no vizinho Iraque e de desenvolver armas nucleares.Contudo, o governo Bush diz buscar a via diplomática para resolver sua disputa com o Irã, que por sua vez alega que o programa nuclear é para fins exclusivamente pacíficos.O porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, disse que os EUA esperam "que o Irã tenha um papel construtivo na região, ao invés de não ser construtivo - seja buscando armas nucleares ou apoiando grupos que vêm cometendo atos de violência contra as tropas dos EUA, contra o povo dentro do Iraque ou desestabilizando democracias no Afeganistão e no Líbano."

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