Bush pede reforços para missão da Otan no Afeganistão

O presidente americano, George W. Bush, pediu nesta terça-feira a seus aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que forneçam mais soldados com menos restrições para a perigosa missão da aliança no sul do Afeganistão. Derrotar as forças taleban "exigirá o total comprometimento de nossas aliança", disse Bush, que está na cidade de Riga, na Letônia, para o encontro anual de chefes de Estado e de governo da Otan. Mas a Alemanha resistiu a qualquer presença permanente de seus 2.900 soldados no sul do país e a Grã-Bretanha e o Canadá se queixaram de estar suportando a maior parte da missão, cada vez mais sangrenta. A chanceler alemã, Angela Merkel, disse nesta terça-feira que o Exército da Alemanha ajudará no volátil sul do Afeganistão em emergências, mas deixou claro sua rejeição em ampliar sua missão militar no país. A Grã-Bretanha e o Canadá, cujos soldados estão na linha de frente dos combates contra o Taleban, reclamam que Alemanha, Itália, Espanha e França estão mantendo seus soldados no norte e oeste do Afeganistão, bem mais pacíficos. O Canadá sofreu 44 baixas no Afeganistão, 36 somente este ano. Condições A missão da Otan no Afeganistão, a mais ambiciosa e problemática da aliança em sua história, está sendo afetada por cerca de 50 condições impostas pelos países participantes para a utilização ou o envio de suas tropas. Essas condições vão desde restrições sobre zonas geográficas até a rejeição a ações de combate, exceto em situações de autodefesa contra os militantes taleban, que lideram uma dura resistência no sul do Afeganistão cinco anos depois de o movimento radical islâmico ter sido deposto. A Força Internacional de Assistência e Segurança (Isaf), sob comando da Otan, é composta por 32,8 mil soldados de 37 países e seu objetivo é ajudar o governo afegão a controlar o território e participar das tarefas de reconstrução. Apesar do fortalecimento da insurgência taleban, o secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffar, insistiu que a aliança terá sucesso em sua primeira missão fora da Europa. Ele também manifestou a esperança de que até 2008 as forças de segurança afegãs possam assumir o controle da segurança. Mas Scheffer disse que qualquer conversa sobre uma retirada do Afeganistão seria prematura.

Agencia Estado,

28 Novembro 2006 | 18h01

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