Bush pode adotar política intermediária para Coréia do Norte

A administração de George W. Bush está prestes a definir uma nova política frente à crise nuclear com a Coréia do Norte, e adotar uma atitude intermediária entre a dos "falcões" do Pentágono e a das "pombas" do Departamento de Estado, segundo o jornal Washington Post. A nova linha, que pode ser aperfeiçoada hoje durante uma reunião entre os principais colaboradores de Bush empolítica exterior, prevê seguir o caminho diplomático enquanto se exercem maiores pressões sobre Pyongyang. Para a diplomacia, o caminho é prosseguir com as negociações iniciadas no mês passado em Pequim sobre o programa nuclear norte-coreano, mas insistindo em que a próxima rodada seja ampliada com a presença da Coréia do Sul e do Japão, em linha com o caráter de multilateralidade que os EUA querem atribuir à crise. A proposta para as conversações deveria coincidir com -ou mesmo preceder - a visita a Washington, na próxima semana, do novo presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun. A tática da pressão, por outro lado, será aplicada não apenas em relação à capacidade nuclear da Coréia do Norte, comotambém será ampliada para a luta contra o tráfico de drogas e de cartões de bancos falsificados.Por esta ótica não se exclui, segundo o jornal, o recurso a sanções e eventualmente a um embargo contra o paíscomunista. A definição da nova política se tornou urgente devido às últimas informações fornecidas pela inteligência americana, segundo as quais nos últimos dias houve sinais da retomada das atividades na central nuclear de Yongbyon. Isto indicaria a possibilidade de que os norte-coreanosjá tenham começado a reciclar barras de combustível atômico processado com o objetivo de obter o plutônio necessário para a construção da bomba atômica. Durante as conversações em Pequim - segundo escreve outro jornal da capital americana, o Washington Times -, o negociador norte-coreano li Gun teria ameaçado exportar armas nucleares ou produzi-las para seu próprio arsenal.

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