Bush pressionará membros da Otan por gastos com defesa

A agenda do presidente George W. Bush na cúpula da Otan desta semana inclui pressionar os membros da aliança a aumentar os gastos em defesa. Assessores dizem que os aliados estão mal-equipados para operações militares modernas. Bush deve visitar a Estônia, membro da Otan, nesta segunda-feira, antes da reunião de dois dias em Riga, Latvia. De lá Bush deve seguir para Amã, na Jordânia, para conversar na quarta-feira com o premier iraquiano Nouri al-Maliki. A discussão sobre o Afeganistão, onde cerca de 32 mil homens da Otan combatem o Taleban e trabalham na reconstrução, deve dominar o encontro da aliança. Mas a administração Bush espera usar as lições aprendidas na maior missão de combate da Otan para defender o aumento de gastos em defesa. "Creio que o presidente irá abordar a questão da necessidade de mais recursos para a Otan e para que os países membros gastem mais em defesa", disse Judy Ansley, diretora sênior dos assuntos europeus no Conselho de Segurança Nacional. "Esse tem sido um tema bem consistente para nós." Nicholas Burns, subsecretário dos EUA para assuntos políticos e ex-embaixador na Otan, disse que Bush irá levantar tal bandeira, assim como fez nas reuniões anteriores da Otan em Istambul, em 2004, e em Praga em 2004, pelo aumento nos gastos em sistemas e capacidades "que são completamente necessárias para o sucesso no campo de batalha moderno e na manutenção da paz." Enquanto os EUA gastam cerca de 3.7% de seu PIB em defesa, a maioria dos países membros gastam menos de 2%, afirmou Burns. "Ainda é verdade que apenas sete aliados da Otan gastam mais de três por cento de seu PIB em defesa, acrescentou o subsecretário. De acordo com números publicados no site da Otan, a França gastou 2,5% de seu PIB em defesa no ano passado, a Inglaterra investiu 2,4%, e os gastos da Alemanha ficaram em 1,4% menos que os 2% dos tempos da guerra fria. O Canadá está entre os membros com menor gasto, 1,1% de seu PIB. Analistas dizem que os números refletem as diferenças na percepção das ameaças de segurança, particularmente no que diz respeito ao terrorismo.

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