Bush promete 'pleno apoio' em investigações na Índia

Presidente dos Estados Unidos qualificou ataque como 'assalto à dignidade humana'

EFE

29 de novembro de 2008 | 16h33

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, prometeu neste sábado, 29, à Índia "pleno apoio" durante a investigação dos atentados terroristas cometidos em Mumbai, nos quais 183 pessoas morreram, entre elas ao menos cinco americanos.  Veja também:Em luto, Índia vive seu próprio '11 de setembro'Índia jamais cauterizou as feridas de 1947 Terroristas islâmicos de Mumbai não tinham 'remorso'Atentados prejudicam relações entre Índia e PaquistãoReunião de trabalho 'salva' brasileiro de atentados Ligação da Al-Qaeda com ataques na Índia é improvável Assista ao vídeo com cenas dos ataques Imagens de Mumbai  Em breve comparecimento na Casa Branca ao voltar da residência presidencial em Camp David, Maryland, onde passou o Dia de Ação de Graças, Bush qualificou o ataque múltiplo em Mumbai como um "assalto à dignidade humana", e assegurou que os terroristas "não terão a última palavra". O líder americano, que deu a entrevista ao lado da primeira-dama, Laura Bush, afirmou que a Índia, "a maior democracia do mundo, pode contar com o apoio das pessoas da democracia mais velha do mundo". "Prometemos o pleno apoio dos EUA enquanto a Índia investiga estes ataques, leva os responsáveis perante a Justiça e preserva seu estilo de vida na democracia", afirmou Bush. O presidente ressaltou que "os assassinos que atacaram esta semana (a Índia) são brutais e violentos", mas acrescentou que "o terror não terá a última palavra". "Os líderes da Índia devem saber que nações do mundo todo os apóiam neste ataque à dignidade humana", disse. Nas declarações, ele aproveitou para incentivar os indianos, ao afirmar que eles se recuperarão desta terrível experiência. "As pessoas da Índia têm capacidade de resistência e são fortes. Criaram uma democracia vibrante, multiétnica, que pode resistir a esta prova. A capital financeira de Mumbai continuará sendo o centro do comércio e da prosperidade", ressaltou. Bush aproveitou a ocasião para transmitir aos afetados pelos atentados suas condolências e disse que ele, a esposa e todos os americanos lamentam "a perda de vidas" e "rezam para que os feridos se recuperem". O presidente explicou ainda que seu Governo está trabalhando para garantir que os americanos tenham segurança na Índia. Nos últimos dias, o chefe do Estado americano observou de perto a situação na Índia, e, na quinta-feira, ligou ao primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, a quem ofereceu ajuda para restaurar a ordem, fornecer segurança à população e ajudar nas investigações. Nesta manhã, falou por videoconferência com membros do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, entre eles a secretária de Estado, Condoleezza Rice, e com o embaixador americano na Índia, David Mulford, assim como com o cônsul geral em Mumbai, Paul Folmsbee, para abordar a situação nesse país. "O presidente Bush agradeceu a nosso embaixador e a nosso cônsul por todo o trabalho que fizeram para ajudar os americanos afetados pelos (atentados) terroristas", explicou a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino. A secretária de Estado, Condoleezza Rice, que manteve conversas por telefone com o ministro de Exteriores indiano, Pranab Mukherjee, esteve também em contato com o presidente eleito, Barack Obama, que, por sua vez, ligou na sexta-feira para o primeiro-ministro da Índia para transmitir suas condolências. Em comunicado, Obama assegurou que os EUA "devem permanecer com a Índia" e com os países comprometidos na luta contra o terrorismo, e destacou que os terroristas "não derrotarão a grande democracia indiana, nem conseguirão acabar com o desejo global de derrotá-los". Ampliada às 18h53

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