Bush promete "vencer a guerra contra o terrorismo"

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, esteve no fim da tarde desta quarta-feira no chamado Ponto Zero, o local da ilha de Manhattan, em Nova York, onde ficavam as torres gêmeas do World Trade Center e onde, num ambiente de forte emoção, milhares de pessoas fizeram um minuto de silêncio às 8h46 (9h46 em Brasília).Participaram da cerimônia centenas de parentes e amigos das cerca de 2.801 pessoas que morreram na queda dos dois prédios, policiais, bombeiros e autoridades. Ao todo, foram mortas 3.025 nos ataques ao WTC, ao Pentágono e na queda na Pensilvânia de um avião da United Airlines seqüestrado.O país se manteve em estado de alerta laranja - o segundo mais grave, que indica alto risco de ataque terrorista -, mas não houve incidentes. Bush depositou uma coroa de flores e conversou com parentes dos mortos. Pela manhã, ele compareceu à cerimônia em homenagem às vítimas do ataque ao prédio do Departamento da Defesa (Pentágono), em Washington, e prometeu em um solene pronunciamento "vencer a guerra contra o terrorismo"."O assassinato de inocentes não pode ser explicado, somente suportado. E embora eles tenham morrido numa tragédia, não morreram em vão", disse, recordando as 184 pessoas que perderam a vida quando seqüestradores lançaram um avião comercial contra o Pentágono, horas depois do ataque ao World Trade Center. "Hoje, nós lembramos de cada vida. Nós inauguramos novamente este símbolo de orgulho. E renovamos nosso compromisso de vencer a guerra que começou aqui."O dia de Bush começou com sua presença em uma missa numa igreja perto da Casa Branca e terminou à noite com um discurso em Ellis Island, com a Estátua da Liberdade ao fundo. Em seu discurso de dez minutos, Bush afirmou que não permitirá que "terroristas nem tiranos ameacem a civilização com armas de destruição em massa": "No futuro, como hoje, nós, os americanos, seguiremos vivendo em liberdade, sem medos e sem jamais estar à mercê de uma potência ou de um complô estrangeiro."Ele esteve também em Shanksville, na Pensilvânia, onde caiu o avião da United Airlines, e homenageou os 40 passageiros e tripulantes desse vôo, considerados heróis porque teriam lutado contra os terroristas. A leitura dos nomes das 2.801 vítimas dos atentados ao WTC dominou a cerimônia no Ponto Zero.O prefeito de Nova York na época, Rudolph Giuliani - cujo comportamento ativo e solidário no dia dos atentados tornou-o extremamente popular no país - iniciou a leitura de uma longa lista de sobrenomes espanhóis, ingleses, árabes, alemães, italianos, asiáticos, entre outros. O ato teve breves interrupções para lembrar, às 9h02, o impacto do segundo avião contra a Torre Sul, a queda desse prédio às 9h58 e o desmoronamento do outro, a torre Norte, às 10h29.Badaladas de sinos marcaram esses momentos. Houve homenagem da corporação dos bombeiros a seus 343 colegas que morreram quando subiam no WTC para socorrer as pessoas, no momento do desabamento de uma das torres. "A cerimônia foi extremamente triste, especialmente para as famílias dos bombeiros que um ano atrás perderam heroicamente suas vidas", disse um dos chefes da corporação, Paul Agnello.Simultaneamente, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan, conduziu nos jardins do edifício da ONU uma homenagem às vítimas. Nas fachadas dos edifícios ao redor do Ponto Zero e por toda Nova York foram espalhadas bandeiras americanas ou pretas e símbolos patrióticos.

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