Bush promove mensagem de direitos humanos na Guatemala

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, aproveitou a manhã desta segunda-feira, 12, para visitar projetos de cooperação na Guatemala, a fim de promover sua mensagem para a América Latina de que os Estados Unidos "preocupam-se com a condição humana".Bush começou o dia com uma visita a Santa Cruz de Balanyá, uma cidade destruída nos terremotos de 1976 e reconstruída com ajuda dos EUA e dos países europeus desde então.Em Santa Cruz de Balanyá, o líder americano assistiu a umexercício militar de preparação e treinamento médico (Medrete), no qual médicos militares americanos cooperam com doutoresguatemaltecos para prestar assistência em zonas rurais. Precisamente, espera-se que este exercício preste serviçosmédicos a 2,5 mil pessoas.O presidente dos Estados Unidos também visitou uma fábrica deembalagem de hortaliças em Chirijuyú, criada por uma cooperativa de agricultores em pequena escala e que dá emprego a 207 pessoas.Esta unidade, que vende seus produtos a uma grande rede desupermercados americana, é uma das beneficiadas do tratado delivre-comércio ratificado no ano passado entre EUA, paísescentro-americanos e a República Dominicana (Cafta-DR).Bush completou a manhã com uma visita às ruínas maias de Iximché, o lugar que deu a inspiração para o país chamar-se Guatemala.Os indígenas que acompanhavam os conquistadores espanhóisdescreviam este lugar como "Cuautemalan", ou "terra de muitasÁrvores".PreocupaçãoBush, que está na Guatemala na quarta etapa de uma viagem pela América Latina que inclui também Brasil, Uruguai, Colômbia e México, disse ao longo de sua viagem que seu objetivo é mostrar que os EUA "preocupam-se com a condição humana" e quer ajudar para "que todas as pessoas possam dar o melhor de si mesmas".Apesar disso, a chegada de Bush foi precedida de protestos contra sua presença em cada uma das paradas de sua viagem.O líder americano se reunirá nesta segunda à tarde com o presidente guatemalteco, Óscar Berger, para falar sobre "a segurança, a luta contra as drogas e a corrupção", segundo a Casa Branca, assim como assuntos migratórios.A reforma migratória pendente nos EUA tem sérias repercussões em um país no qual 10% da população - 1,3 milhão de pessoas - vivem nos EUA, e cuja economia depende em grande parte das remessas enviadas por esses emigrantes.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.