Bush propõe professores contra o extremismo islâmico

Para o presidente George W. Bush parece ser uma idéia iluminada - treinar 100.000 professores em todo o Oriente Médio, a fim de melhorar a qualidade de ensino e talvez diminuir a possibilidade de extremismo. Mas árabes e europeus que participam da cúpula do Grupo dos Oito estão furiosos com esse e outros aspectos da proposta americana de levar democracia para o Oriente Médio. Eles a consideram um esforço para inserir idéias americanas na região.O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, tentou hoje conter as preocupações. "O que estamos fazendo é dizer ´Olhem, pessoas sensatas no Oriente Médio sabem que precisa haver um processo de reforma e mudança´ ", disse. "Agora, não cabe a nós impor coisas às pessoas, mas cabe a nós ajudá-las a atingir o objetivo".Líderes tanto árabes quanto europeus afirmam que Bush tem de lidar primeiro com o que consideram ser o mais importante problema do Oriente Médio, a violência em curso entre Israel e os palestinos. O rei Abdullah II, da Jordânia, por exemplo, foi ao encontro concentrado no sofrimento dos palestinos, "porque nenhuma reforma poderá ser alcançada sem que seja encontrada uma solução para esse problema", informou a agência oficial de notícias jordaniana, Petra.Numa deferência a essas preocupações, autoridades dos EUA afirmaram que haverá, no documento apresentado aos parceiros da cúpula, um parágrafo falando sobre a necessidade de se alcançar a paz no conflito israelense-palestino.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.