Bush quer menos restrições sobre ajuda militar à Colômbia

O governo do presidente George W. Bush tentará persuadir o Congresso a atenuar as restrições que limitam a ajuda militar para a Colômbia à luta contra o narcotráfico, disse nesta sexta-feira o porta-voz da Casa Branca Scott McClellan. "Estamos decididos a buscar poderes novos e mais explícitos" de modo a permitir que o Departamento de Estado e o Pentágono possam "ajudar na campanha do governo colombiano contra o narcotráfico e as atividades terroristas", disse McClellan. Não obstante, assegurou que o governo se manterá dentro dos limites legais vigentes sobre o número de especialistas americanos envolvidos e sobre suas atividades. O Congresso limitou o número de pessoal americano na Colômbia a 400 militares e outros tantos civis. Atualmente há cerca de 250 soldados, 50 funcionários civis e outros 100 americanos contratados para serviços civis e militares, de acordo com o Comando Sul dos EUA. Esses números não incluem os empregados do Departamento de Estado nem os contratados americanos que operam e dão manutenção aos aviões e helicópteros usados para erradicação das plantações ilegais de coca. O pessoal militar americano pode visitar as bases nas zonas de guerra e tem autorização para porte de armas com fins de defesa, mas não tem um papel ativo nos combates nem pode empreeender operações, segundo os oficiais. Durante mais de uma década, a ajuda para a Colômbia esteve vinculada ao combate ao narcotráfico, e as tentativas para modificar a política americana não convenceram o Congresso. No entanto, o porta-voz da Casa Branca Ari Fleischer disse na quinta-feira que o governo tentaria algumas mudanças para "apoiar o governo da Colômbia em sua campanha unificada contra o tráfico de drogas, as atividades terroristas e outras ameaças à segurança nacional". Os funcionários de Bush planejam pedir ao Congresso a supressão das restrições à ajuda na próxima semana, informou hoje o jornal Washington Post. A Câmara dos Representantes sugeriu ao presidente George W. Bush que apresente suas porpostas legislativas com o objetivo de ajudar a Colômbia a combater três grupos armados, todos eles considerados como organizações terroristas pelo Departamento de Estado. Dos três grupos armados, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) são vistas por Washington como a maior ameaça à democracia colombiana. Os rebeldes atacaram com êxito um oleoduto de 768 km de extensão, que vai desde o nordeste do país à costa do Caribe. Os ataques deixaram as instalações fora de serviço durante 266 dias no ano passado, com um custo de US$ 500 milhões para a economia colombiana, segundo informações. Também foram prejudicados os investimentos das copanhias petrolíferas americanas que utilizavam o oleoduto. Os outros dois grupos são o Exército de Libertação Nacional (ELN) e as paramilitares Autodefess Unidas da Colômbia (AUC).

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