Bush quer que empresas dos EUA ajudem o Líbano

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, indicou uma delegação de líderes empresariais para encontrar formas de reconstruir o Líbano depois do conflito entre Israel e combatentes do Hezbollah.Desde o início das recentes hostilidades no Líbano o governo americano prometeu cerca de US$ 250 milhões em assistência ao país.Bush designou um grupo de empresários que vão visitar Beirute e outras áreas afetadas para avaliar qual a melhor forma de ajudar na recuperação.Os comentários de Bush foram feitos no momento em que a agência americana Overseas Private Investment Corporation e o banco particular Citigroup anunciaram que vão investir US$ 160 milhões no país.Esta parceria público-privada vai oferecer o capital para pequenas e médias empresas libanesas."Missão""Nosso objetivo, nossa missão, é ajudar os cidadãos libaneses e os negócios libaneses não apenas na recuperação, mas também para que possam florescer, pois acreditamos no conceito de democracia no Líbano", disse Bush.Os US$ 250 milhões já prometidos pelo governo americano incluem verbas para melhorar o Exército libanês, assistência emergencial para refugiados e dinheiro para ajudar no processo de reconstrução."Esta é uma missão muito importante de nosso país", afirmou Bush.O presidente americano se reuniu com representantes das gigantes da área de computadores americanas, Cisco e Intel, e chefes da Occidental Petroleum Corp e da companhia de engenharia Ghafari.O presidente e diretor-executivo da Cisco, John Chambers, disse que sua companhia prometeu US$ 10 milhões para um programa de empregos que vai ajudar jovens no sul do Líbano.Uma conferência internacional de doadores na Suécia, em agosto, recebeu promessas de US$ 940 milhões em ajuda para o Líbano.Objetivo políticoA Casa Branca afirma que o objetivo é destacar a generosidade do povo americano, mas também existe um objetivo claramente político.O governo Bush está preocupado com o papel de liderança assumido pelo Hezbollah nos esforços iniciais de reconstrução. Para o governo americano estas medidas do Hezbollah podem minar o governo libanês, democraticamente eleito.Esta delegação é parte de uma iniciativa dos Estados Unidos para conter a influência do Hezbollah e para responder ao criticismo generalizado, que afirma que os Estados Unidos não fizeram o bastante para proteger a vida de civis libaneses no conflito recente.Mais de mil civis libaneses e um número desconhecido de milicianos do Hezbollah foram mortos no conflito.Israel perdeu 116 soldados nos confrontos, e 43 civis israelenses foram mortos por ataques de mísseis do Hezbollah contra o norte do país.A Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que entrou em vigor no dia 14 de agosto, estabeleceu um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah após 34 dias de confrontos.

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