Bush reivindicou direito de ignorar acordos contra tortura

O presidente dos EUA, George W. Bush, reivindicou para si o direito de suspender a obediência a tratados e leis sobre tortura e prisioneiros de guerra após a invasão do Afeganistão, e o secretário de Defesa Donald Rumsfeld autorizou guardas a despir presos e ameaçá-los com cães, segundo documentos divulgados pela Casa Branca.O Departamento de Justiça, por sua vez, renegou um memorando escrito em 2002 que, aparentemente, justifica o uso da tortura no contexto da ?guerra ao terror?. O memorando argumenta que os poderes do presidente, em tempo de guerra, se sobrepõe às leis contra a tortura. O memorando, de 50 páginas, será revogado porque contém conselhos exagerados e irrelevantes, disse uma alta autoridade do Departamento.Um novo memorando irá tratar detalhadamente da questão das técnicas adequadas de interrogatório.

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