Bush renova advertência à Coréia do Norte

Ao partir para uma viagem deseis à Ásia, onde visitará Japão, China e Coréia do Sul, opresidente americano, George W. Bush, disse neste sábado quegostaria de lembrar ao mundo, durante sua visita à zonadesmilitarizada entre os dois Estados da Península Coreana, quea Coréia do Norte "tenta ameaçar a liberdade com armas dedestruição em massa". Acompanhado de sua esposa Laura, Bush partiu da CasaBranca a bordo do helicóptero da Marinha que o conduziu aAnchorage, no Alaska, onde era esperado esta tarde e onde deveráfalar perante as tropas americanas ali estacionadas antes deseguir para Tóquio. Em declarações transmitidas pelo rádio pouco após opresidente deixar a Casa Branca, Bush não utilizou a expressão"eixo do mal", com a qual havia se referido dias atrás àCoréia do Norte, Irã e Iraque, e que gerou inquietação entreseus aliados e sentimentos antiamericanos em Teerã. "Visitarei a Coréia do Sul e viajarei para a zonadesmilitarizada, um dos lugares mais perigosos da Terra, onde ascercas de arame farpado marcam a linha divisória entre aliberdade e a opressão", disse o mandatário. O povo ( da Coréia) do Sul estendeu a mão para o Norte,com espírito de amizade e reconciliação", disse Bush. "Euapóio esses gestos. Mas recordarei ao mundo que os EUA nãopermitirão que a Coréia do Norte e outros regimes perigososameacem a liberdade com armas de destruição em massa". O itinerário de Bush incluiu um almoço com parte dos38.000 soldados americanos que ajudam a patrulhar a hostilfronteira intercoreana. Em uma entrevista concedida à televisão estatal de Seul Bush disse na sexta-feira em Washington não acreditar que odirigente em Pyongyang, Kim Jong Il, "represente a vontade dopovo norte-coreano". "Desejo a paz na Península Coreana", disse Bush. "Masnão me iludo. O povo sul-coreano é livre e próspero. O povonorte-coreano está faminto e desesperançoso". Em sua mensagem pelo rádio, o presidente americano disseque levava também uma mensagem de agradecimento pela ajudarecebida da Ásia após os ataques terroristas de 11 de setembro. Ao mesmo tempo, em Seul, estudantes sul-coreanosrealizaram manifestação de protesto contra a visita dopresidente americano ao país, que começa terça-feira. Osmanifestantes alegam que Bush fez crescer a tensão na PenínsulaCoreana ao incluir a Coréia do Norte no que chamou de "eixo domal". Já a Coréia do Norte, ao celebrar hoje os 60 anos dolíder Kim Jong-il, qualificou Bush de "o mais malignopresidente da história dos EUA" e prometeu aumentar acapacidade de combate de seu Exército.

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