Bush responsabiliza Al-Qaeda pelo atentato em Bali

O presidente norte-americano, George W. Bush, disse que há "um padrão de ataque" dos terroristas do al-Qaida no Kuwait, Indonésia e Iêmen, aumentando as preocupações de que as tropas de Osama bin Laden estão se movendo novamente e poderão atacar os EUA. "Isso é um lembrete de quão perigoso o mundo pode ser se essa Al-Qaeda estiver livre para vagar", disse Bush antes de embarcar para Michigan. O presidente disse que ligou para o primeiro-ministro da Austrália, John Howard, e expressou suas condolências pelas vítimas do ataque a bomba ocorrido na ilha de Bali, na Indonésia, que matou mais de 180 pessoas numa danceteria - local muito freqüentado por turistas australianos. Dois cidadãos norte-americanos morrerem no ataque. "Eu penso que temos de assumir que foi a Al-Qaeda. Eles estão tentando nos intimidar, e nós não iremos nos intimidar", disse Bush, que ofereceu ajuda dos EUA para encontrar os autores do atentado. Bush disse que a bomba na Indonésia, os ataques contra tropas norte-americanas no Kuwait e a bomba que explodiu o petroleiro francês no Iêmen apontam para a Al-Qaeda e a necessidade para uma coalizão global para combater o grupo terrorista. Contudo, ele disse que a batalha contra a Al-Qaeda não vai distraí-lo de seu confronto com o presidente do Iraque, Saddam Hussein. "Vamos combater, se necessário for, a guerra contra o terrorismo em duas frentes", disse. O presidente norte-americano disse não saber se Osama bin Laden está vivo ou morto, mas os tenentes de Bin Laden estão "vagando por aí" e são perigosos. "Nós estamos fazendo todo o possível para trazê-los para Justiça", afirmou. Bush disse que os aliados norte-americanos devem se preocupar também. ?Penso que o mundo livre deve se dar conta que ninguém está seguro - que se você abraça a liberdade, você não está livre do terrorismo. Sobre violência doméstica, o presidente disse que estava enojado pelos ataques do franco-atirador na área de Washington, que já matou oito pessoas. Bush disse que essa não "é a América que eu conheço". Ele classificou os ataques do franco-atirador como "uma forma de terrorismo".

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