Bush ressalta amizade com a Arábia Saudita

Num esforço para ressaltar que as relações entre EUA e Arábia Saudita vão além das divergências sobre um possível ataque ao Iraque, o presidente norte-americano, George W. Bush, recebeu nesta terça-feira, na fazenda no Texas, o embaixador saudita em Washington, príncipe Bandar bin Sultan. Horas antes, Bush telefonou para o governante da Arábia Saudita, príncipe Abdullah, para elogiar a "eterna amizade" entre os dois países e tentar demonstrar que o ambiente de confiança não foi quebrado, apesar das tensões causadas pela pressão sobre o Iraque e a guerra contra o terror. No telefonema a Abdullah, Bush reduziu a importância da recente onda de comentários anti-sauditas na imprensa norte-americana e entre funcionários da administração federal. Entre eles, inclui-se um relatório do Pentágono, segundo o qual os sauditas deveriam ser considerados adversários dos EUA por serem financiadores do terrorismo internacional e exportar a versão anti-Ocidental do Islã, conhecida como wahabismo. Esses conceitos têm provocado a ira da opinião pública saudita, que cobra da família real que reconsidere as relações com Washington. "Esses comentários não refletem a força e a solidez de nosso relacionamento", disse Bush a Abdullah, segundo a estatal Agência de Imprensa Saudita. "Eles só refletem a opinião das pessoas que os emitem e não podem afetar a eterna amizade entre os dois países." A visita do embaixador à propriedade de Bush foi qualificada pelos porta-vozes do governo como "pessoal, privativa e familiar". Jornalistas não foram autorizados a entrar na fazenda para acompanhar a visita do saudita. O porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, indicou que as conversas abrangeriam temas muito mais amplos do que a pressão sobre o Iraque e incluiria a paz no Oriente Médio e a guerra contra o terrorismo. "Trata-se de um diplomata muito experiente, embaixador de um país muito importante e de uma companhia agradável. É um homem muito amável, de muito bom humor que fala inglês melhor do que muitos americanos", definiu Fleischer.

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