Bush sanciona reforma dos serviços de espionagem

O presidente dos EUA, George W. Bush, sancionou a mais ampla reforma dos serviços nacionais de espionagem e informações em 50 anos, na esperança de aperfeiçoar a rede que fracassou em prever evitar os atentados de 11 de setembro de 2001. A lei, de 563 páginas, também tem o objetivo de tornar as fronteiras americanas menos permeáveis e melhorar a segurança no transporte aéreo. Com a sanção presidencial fica criado o cargo de diretor de inteligência, mas não se espera que o titular seja anunciado ainda hoje.A nova estrutura implantada pela reforma tem o objetivo de ajudar as 15 agências de espionagem e informações mantidas pelo governo americano a trabalhar juntas para proteger o país. A Comissão de 11 de Setembro, que investigou os atentados de 2001, disse que desavenças entre as agências contribuíram para a incapacidade do governo em evitar os atentados.O posto de diretor de inteligência representa um dos aspectos mais controversos da lei. Embora a lei garanta ao ocupante do cargo poderes na alocação de recursos orçamentários, a linguagem sobre as atribuições do posto é complexa e pode dar origem a novos debates. Esta é considerada a maior reforma no setor desde a criação da CIA, no início da guerra fria.

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