Bush se diz "furioso" com ataque em universidade de Jerusalém

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse hoje estar "furioso" com o atentado de ontem na Universidade Hebraica de Jerusalém, que causou a morte de sete estudantes - cinco deles americanos. Mas afirmou que, apesar da ira, continua acreditando na paz para o Oriente Médio. "Estou tão enojado quanto os israelenses neste momento", disse Bush após encontro na Casa Branca com o rei Abdullah da Jordânia. "Estou furioso com a perda de vidas inocentes, mas apesar desta raiva, continuo pensando que a paz é possível", afirmou. Perguntado sobre como os Estados Unidos reagirão ao atentado de Jerusalém, ele respondeu: "Já estamos reagindo em todo o mundo. A guerra contra o terrorismo pode ser combatida em diversas frentes. Já estamos respondendo a quem ameaça a vida dos americanos, do Afeganistão às Filipinas". Bush afirmou que não se pode ?permitir que os terroristas destruam o processo de paz". Segundo o presidente americano, é preciso "combater quem assassina em nome de uma falsa religião". Alvo Em declarações feitas nos territórios autônomos palestinos e reproduzidas hoje pela imprensa americana, um dos líderes do Hamas, Abdel Aziz al-Rantissi, assegurou que sua organização não tem como alvo específico os americanos que vivem em Israel. "O combatente do Hamas (que plantou a bomba) não pediu aos estudantes para que mostrassem seus documentos de identidade. Ele não poderia saber se eram árabes ou israelenses, mas nós não temos como alvo os americanos", disse Al-Rantissi. Entre as vítimas, autoridades americanas confirmaram as identidades de Janis Coulter, de 36 anos, Benjamin Blutstein, de 25, Marla Bennett, de 24, e David Gritz, de 24, este último com cidadania francesa. A polícia israelense, por sua vez, identificou as outras três vítimas fatais como Dina Carter, uma americana de 37 anos, David Ladovsky, um argentino-israelense, de 29 anos, e Levina Shapira, uma israelense de 53 anos. A discordância entre Bush e Abdallah sobre o Iraque era evidente. Dias atrás, o rei considerou a idéia de atacar Bagdá para depor Saddam Hussein "algo ridículo" e afirmou desejar expressar este ponto de vista durante o encontro com Bush. No entanto, hoje o líder americano informou que ambos haviam discutido a questão antes. De acordo com o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer, o rei não renovou sua oposição a um ataque em seu encontro com Bush.

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