Bush se queixa por demora em avanços em Darfur

O presidente dos Estados Unidos,George W. Bush, disse na quinta-feira que os esforçosinternacionais contra a violência em Darfur (Sudão) estãolentos demais e que os EUA vão tentar acelerar o processo. Washington defende o envio de uma força conjunta da ONU eda União Africana, com 26 mil soldados, para estabilizarDarfur, mas o enviado especial de Bush para a região renunciouno mês passado, frustrado com a demora. "As Nações Unidas consideram a questão de Darfur central, eela está na sua agenda, concordamos", disse Bush a jornalistasapós reunião com seu novo enviado especial, embaixador RichWilliamson, na Casa Branca. "Os Estados Unidos podem ajudar o que tem sido um processo,francamente, que se desenrola um pouco lentamente demais para onosso gosto, e podemos ajudar. Planejo acelerar nossosesforços", disse o presidente. Williamson, um advogado de Chicago, havia sido adjunto doex-embaixador dos EUA na ONU John Negroponte, agorasubsecretário de Estado. Ele também trabalhou para o governoReagan (1981-1989). Especialistas calculam que cerca de 20 mil pessoas tenhammorrido e 2,5 milhões tenham sido expulsas de suas casas emquase cinco anos de guerra civil em Darfur. O governo sudanêsnega as acusações de genocídio, termo que o governo Bush jáusou para descrever a situação. Já existe uma força da ONU e da União Africana na região,mas com cerca de apenas um terço do total previsto de 26 milhomens. A ONU não comentou as declarações de Bush. (Reportagem adicional de Patrick Worsnip na sede da ONU)

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