Bush visita área atingida por furacão

Criticado por não reagir rápido ao Katrina, em 2005, presidente diz que, no caso do Gustav, ação foi ?excelente?

REUTERS, EFE E AP, O Estadao de S.Paulo

04 de setembro de 2008 | 00h00

O presidente americano, George W. Bush, qualificou ontem de "excelente" a resposta de seu governo ao furacão Gustav e anunciou que, a pedido de companhias petrolíferas, deve liberar mais petróleo da reserva estratégica do país. Bush visitou ontem Baton Rouge, capital do Estado da Louisiana, para conferir os danos provocados pelo ciclone, que deixou sem energia mais de 1,2 milhão de pessoas nos EUA."A fase 1 da resposta ao furacão foi muito boa", disse Bush num centro de comando para situações de emergência, destacando, porém, que há muito a ser feito, principalmente no que se refere à reparação dos sistemas de transmissão elétrica. "Nós estamos nos coordenando muito melhor desta vez do que após a passagem do Katrina", completou o presidente, criticado por sua demora em responder ao furacão que arrasou a região em 2005. Alguns habitantes de New Orleans começaram a voltar ontem à cidade, driblando os bloqueios das estradas, apesar de o prefeito Ray Nagin ter pedido que as famílias esperassem até hoje. À tarde, metade da cidade estava sem energia elétrica, o sistema de esgoto, danificado pelo furacão, não havia sido reparado e um toque de recolher continuava em vigor para evitar saques às casas vazias.De acordo com as primeiras estimativas da indústria de seguros, o Gustav causou prejuízos de US$ 2 bilhões a US$ 10 bilhões - uma quantia considerável, mas muito menor que os US$ 80 bilhões do Katrina. No total, 2 milhões de pessoas deixaram suas casas antes de o furacão chegar aos EUA.No sudeste do país, autoridades locais tentavam decidir ontem se esvaziariam algumas cidades antes da passagem da tempestade tropical Hanna, que causou grande estrago no Haiti e deve se transformar em furacão antes de chegar aos EUA. Segundo estimativas, o novo ciclone passará pela Flórida e a Geórgia, antes de atingir a Carolina do Sul.No total, 16 pessoas morreram nos EUA com a passagem do Gustav - a maioria em acidentes de trânsito.

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