Bush visita Nova Orleans e acompanha reconstrução

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, visitou nesta quarta-feira a região atingida pelo furacão Katrina em meio à crescente polêmica sobre sua responsabilidade na falta de controle para a catástrofe. Bush voltou à região após a divulgação de uma série de relatórios e gravações que mostram que o governo não reagiu de maneira adequada ao furacão e que sabia mais do que admitiu sobre a inundação de Nova Orleans. Em um discurso após supervisionar os trabalhos de reconstrução das áreas mais afetadas da localidade, Bush evitou falar dos relatórios e destacou a necessidade de continuar trabalhando. Ele também disse que, na estratégia de reconstrução, o principal é garantir que os diques destruídos pela passagem do Katrina, em agosto do ano passado, sejam reconstruídos de forma sólida. "Se as pessoas não tiverem confiança no sistema de diques, elas não vão voltar, não vão querer gastar dinheiro ou investir aqui". O presidente criticou o Congresso por, segundo ele, dar "menos dinheiro" a Nova Orleans para reconstruir as barragens. O Congresso prevê a aprovação de US$ 4,2 bilhões (R$ 5,8 bilhões) para a reconstrução após a passagem do furacão, mas desse dinheiro, US$ 3,7 bilhões irão para a Louisiana. O intuito da Casa Branca é que esse fundo se destine apenas à Louisiana, estado mais atingido e onde está Nova Orleans, além de pedir uma ajuda adicional de US$ 1,5 bilhão. "Este valor está dentro de um plano concebido pelo pessoal local", declarou Bush. Em sua sétima visita a Nova Orleans desde a passagem dos furacões Rita e Katrina, Bush acompanhou os trabalhos de reconstrução realizados a bordo do helicóptero "Marine One". Embora grande parte dos escombros das áreas públicas já tenha sido removido, Bush viu destroços em áreas particulares e em localidades mais afastadas do centro. Árvores que caíram na passagem do furacão ainda estão espalhadas pelo solo e no teto de muitas casas ainda há lonas azuis que tapam os buracos. Muitos moradores das regiões atingidas estão chateados com a lentidão dos trabalhos de reconstrução e dizem que o governo federal deveria fazer mais para acelerar as tarefas. A viagem do presidente, que voltará hoje a tarde para Washington, tinha como objetivo ver três operações consideradas problemáticas: a reconstrução dos diques, a retirada dos escombros e os esforços para que a população retorne para suas casas. O chefe do Corpo de Engenheiros do Exército, Carls Strock, declarou que 160 dos 272 quilômetros do sistema de diques já foram reparadas, mas admitiu que assim como está não resistiria a um temporal com a força do Katrina. O presidente prometeu para setembro de 2007 um sistema de diques melhor e mais resistente que o atual.

Agencia Estado,

08 Março 2006 | 19h23

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