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Robyn Beck / AFP
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Buttigieg e Sanders trocam farpas e são alvo de adversários em debate democrata

Favoritos para levar mais uma etapa da indicação do partido para concorrer com Trump, candidatos também trocaram ataques

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2020 | 10h24

WASHINGTON - Os democratas Pete Buttigieg e Bernie Sanders, à frente das pesquisas alguns dias antes das primárias do partido em New Hampshire, foram alvo de seus rivais durante o debate de sexta-feira, 7,  em Manchester. Buttigieg foi criticado por sua inexperiência e Sanders por seu programa de governo de esquerda.

Desde o início do debate, Buttigieg pediu aos eleitores para "deixarem a política do passado no passado". Diante dos "novos desafios" dos Estados Unidos, disse ele, é preciso deixar para trás os políticos "moldados pelas decisões tomadas nos grandes edifícios" da capital do país.

A crítica indireta era dirigida a dois adversários em especial: Bernie Sanders, de 78 anos, e Joe Biden, 77 anos, senador há  36 anos e ex-vice-presidente nos dois mandatos de Barack Obama (2008 a 2016).

Sanders, que se autodenomina como "socialista democrático", retrucou, já ciente de que Buttigieg emergiu como seu principal adversário. Ele acusou o jovem aspirante, um ex-prefeito de South Bend, Indiana, de 38 anos, de ser candidato a Wall Street.

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"Pete, não tenho 40 bilionários para contribuir com minha campanha", disse ele, referindo-se aos papas da indústria farmacêutica e de Wall Street, que, segundo o veterano senador Vermont, financiam a empreitada do ex-prefeito.

Buttigieg e Sanders terminaram em primeiro lugar na primária caótica de Iowa na segunda-feira passada - 26,2% contra 26,1% dos votos, respectivamente. Agora, ambos esperam repetir o desempenho na próxima terça-feira, em New Hamshire, em um novo estágio para escolher um candidato que vai desafiar o presidente Donald Trump nas eleições de novembro.

De acordo com uma pesquisa do Boston Globe, ambos continuam lado a lado da disputa também em New Hampshire. Conforme o levantamento, em alta nos últimos dias, Buttigieg está com 23% de intenções, muito próximo a Sanders, que registra 24%.

Atrás estão a senadora Elizabeth Warren, com 13%, e Biden, 11%.

Buttigieg, o azarão 

Desconhecido nacionalmente há um ano, Buttigieg lançou uma campanha ambiciosa que tenta aproximar os eleitores do dia a dia da política. No entanto, os rivais o repreendem pela juventude e falta de experiência.

"Temos um recém-chegado à Casa Branca e vemos aonde ele nos levou", disse Amy Klobuchar se referindo a Trump. "A experiência é boa", acrescentou o senador moderado que foi o quinto em Iowa.

"As políticas do passado não eram tão ruins", disse Biden, que luta para manter suas esperanças de indicação para disputar a Casa Branca - até o começo das primárias, ele era considerado o favorito.

Biden lembrou que o governo Obama legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Buttigieg é casado com um homem desde 2018. 

O senador, que foi mais agressivo do que em debates anteriores, criticou a falta de experiência nacional do jovem candidato. "Ele é um cara legal, o prefeito de uma cidade pequena que fez coisas boas, mas não demonstrou sua capacidade" de reunir a maioria para governar os Estados Unidos, criticou.

"Recebi um golpe em Iowa e provavelmente receberei outro aqui", disse o ex-vice-presidente democrata, que reorganizou sua campanha para se recuperar nas primárias de Nevada (22 de fevereiro) e na Carolina do Sul (29 de fevereiro).

Todos contra Trump

A união do partido de tentar barrar o bilionário republicano de um segundo mandato foi um dos poucos momentos de consenso entre os candidatos. "Não importa quem vence essa maldita corrida de nomeação, todos estaremos atrás de vencer", afirmou Sanders.

Isso não impediu Biden de atacar as propostas de Sanders, como o seguro de saúde universal com fundos ainda pouco claros. Para Biden, a proposta poderia assustar os democratas conservadores.

Klobuchar também alertou contra programas muito progressistas. "O pior pesadelo de Donald Trump é um candidato que atrai eleitores para o centro."

Sanders se defendeu afirmando que poderia trabalhar com congressistas republicanos "em questões para as quais existe uma base comum".

O empresário Andrew Yang e o bilionário Tom Steyer também fizeram parte deste oitavo debate em que o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg não participou.

O bilionário, com um orçamento quase ilimitado, gastou várias centenas de milhões de dólares em publicidade com o objetivo de estar ativamente na  "super terça-feira", em 3 de março, quando 14 estados realizarão primárias. / AFP

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