Cabos submarinos estão entre pontos de atenção

Além das minas de nióbio, ferro e manganês, a lista secreta de locais estratégicos para os Estados Unidos divulgada ontem pelo site WikiLeaks inclui cabos submarinos de telecomunicações.

Renato Andrade / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

07 de dezembro de 2010 | 00h00

Um dos cabos mencionados no documento interliga o Brasil aos Estados Unidos e entrou em operação em setembro de 2000. Conhecido como Américas II, o cabo tem 9 mil quilômetros de extensão e passa pela Guiana Francesa, Trinidad e Tobago, Venezuela, Curaçau, Martinica, Porto Rico, até chegar aos Estados Unidos.

O cabo tem capacidade de transmitir 151.200 ligações simultâneas e opera com uma tecnologia que permite a sincronização simultânea na transmissão de dados.

Além do Américas II, outros cabos de telecomunicações partem de Fortaleza e são fundamentais para a interligação do continente. Um dos exemplos é o Emergia, inaugurado em 2001, responsável pela ligação da América do Sul, Central e do Norte. O Emergia tem 25 mil quilômetros de extensão.

Um eventual ataque ao sistema de cabos submarinos poderia causar falhas críticas de transmissão de dados e prejuízos incalculáveis à economia mundial, segundo especialistas. Do sistema dependem, por exemplo, a transferência de dados financeiros e grande parte da comunicação militar. / COM AP e REUTERS

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