Caçada a ex-policial é retomada em montanhas nos EUA

Policiais da Califórnia retomaram as buscas ao ex-policial que declarou guerra à corporação e, na semana passada, matou três pessoas em um acesso de fúria. O mau tempo no sul do Estado tem prejudicado os trabalhos de busca à Christopher J. Dorner, de 33 anos, que segue foragido apesar da intensa mobilização policial para a sua captura. Antes de iniciar seus ataques contra os agentes e parentes de policiais, Dorner postou um manifesto contra a polícia de Los Angeles na rede social Facebook.

EQUIPE, Agência Estado

11 de fevereiro de 2013 | 19h59

As buscas por Dorner entraram em seu quarto dia e com a queda implacável de neve na sexta-feira helicópteros não puderam ser usados. A polícia encontrou apenas o carro de Dorner queimado perto de Big Bear em uma estação de ski.

Milhares de policiais camuflados armados continuam nas buscas pela Califórnia, Nevada, Arizona e noroeste do México. Dorner teria assassinado três pessoas em vingança por sua demissão, após ter divulgado um "manifesto" online na segunda-feira em que ameaçava mais de 40 pessoas, entre policiais e suas famílias. Ele prometeu usar todo o tipo de armas, treinamento de sobrevivência para trazer a "guerra" para o Departamento de Polícia de Los Angeles e suas famílias.

"Nunca tive a oportunidade de ter uma família própria, então vou acabar com a sua", escreveu a Randy Quan, um policial aposentado a quem acusou por sua demissão. Dorner é suspeito da morte de Keith Lawrence e de sua esposa, Monica Quan, filha de Randy. O crime ocorreu no domingo em Irvine, sul de Los Angeles. Dorner também é suspeito da morte de mais dois policias e de ter ferido um terceiro na quinta-feira.

De acordo com documentos de uma corte de apelação, Dorner foi demitido da polícia após ter feito uma queixa contra Teresa Evans, sargento da polícia. Dorner disse que durante uma prisão, Evans atingiu o suspeito Christopher Gettler, um esquizofrênico com demência severa. Richard Gettler, pai de Christopher, testemunhou a favor da queixa de Dorner. Segundo ele o filho teria dito, ao chegar em casa machucado, que foi atingido duas vezes nas costas pela policial.

Randy Quan, ex-capitão da polícia de Los Angeles que se tornou advogado após a aposentadoria, representou Dorner no tribunal que votou pela demissão do ex-policial, informou a polícia. Em mensagem na internet, Dorner disse que após sua demissão perdeu tudo, incluindo a relação com a mãe, irmã e amigos próximos. As informações são da Associated Press.

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