Caçador atira em urso no Canadá e descobre que animal havia matado sua família

Família tinha comprado linha de caça com armadilhas e vivia na floresta canadense com a filha de apenas 10 meses

O Estado de S.Paulo

29 Novembro 2018 | 16h04

Gjermund Roesholt estava retornando de uma ronda em suas armadilhas de caça no território canadense de Yukon quando se viu diante de um raivoso urso marron. O confronto foi apenas o começo de um dia de horror para esse caçador norueguês que vivia na floresta canadense

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Heldig på lågt vann. /Some luck on low water.

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Sua família - a mulher, Valérie Théorêt, e sua bebê de apenas 10 meses, Adele Roesholt - havia passado o outono nessa fria e pouco povoada região a 805 quilômetros a leste de Anchorage, manufaturando peles de animais perto do Lago Einarson. 

Eles tinham comprado uma linha de caça com armadilhas três anos antes, segundo contaram seus amigos ao Canadian Broadcasting Corp. e planejavam passar o maior tempo possível nessa bonita e remota região, vivendo com o que conseguiam da terra. Passar tempo ali também era conveniente porque Théorêt era uma professora de francês em um curso de imersão na cidade de Whitehorse, cerca de 400 quilômetros do local. 

Mas então a pequena Adele chegou e Théorêt decidiu dar à pequena família a oportunidade de seguir sua paixão na floresta canadense

Roesholt, de 37 anos, operava uma companhia chama Wild Tracks, que oferecia serviços guiados a pessoas interessadas em caça e pesca selvagem. 

Seu perfil no Instagram era como o de um catálogo da empresa de pesca Field & Stream. Uma das fotos mostra ele segurando um peixe do tamanho de seu tronco ou vendendo produtos em um mercado popular de Yukon. Enquanto ele caçava os animais, Théorêt confeccionava algumas peças com as peles, como botinhas para crianças, luvas para adultos e ímãs de geladeira em formato de coração.    

Vida selvagem 

Em uma das fotos tiradas em um mercado popular, Roesholt está abraçado com Théorêt em uma mesa cheia de produtos de pele de animal para vender, com um carrinho de bebê ao lado. 

O perigo de se viver em uma região deserta, habitada por lobos e duas espécies de urso, era óbvio, mas Roesholt e Théorêt eram pessoas que gostavam de experimentar a vida selvagem, segundo disseram seus amigos à mídia local. Há poucos registros de ataques fatais de ursos em Yukon e Roesholt tinha uma arma. 

Quando o urso foi avistado na terça-feira, segundo um comunicado do Escritóro de Polícia de Yukon, Roesholt foi "forçado a atirar para matar o urso", menos de um campo de futebol de distância da cabana da família. 

 

Ele estava quase em casa quando descobriu os corpos. Sua mulher e sua filha foram espancadas até a morte, aparentemente pelo mesmo urso. 

Roesholt ativou o alarme de emergência por satélite, um dispositivo que pessoas que vivem em áreas remotas usam para alertar autoridades e parentes de que estão em perigo. 

Os investigadores que chegaram pouco tempo depois disseram acreditar que mãe e filha saíram para caminhar e provavelmente encontraram o mesmo urso, mas não puderam voltar para sua cabana a tempo. 

"É um grande, grande golpe. Todo mundo está totalmente devastado nesse momento", disse um amigo da família, Rémy Beaupré. 

Em Yukon, caçadores costumam ter linhas de armadilhas e rotineiramente vão de um ponto a outro a pé ou em veículos de neve. É uma fonte de renda, mas principalmente um estilo de vida para amantes da vida ao ar livre que pouco mudou ao longo dos séculos. 

Era um estilo de vida que o casal parecia apreciar, em tempo integral.

Segundo relatório da Canadian Broadcasting Corp., em 2016, havia cerca de 360 linhas de armadilhas no Território de Yukon. / W. POST  

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