Caças e mísseis de França e EUA dão início a ofensiva contra Kadafi na Líbia

Pouco mais de um mês depois da intensificação dos protestos contra o ditador líbio, Muamar Kadafi - que deixaram centenas de mortos entre os opositores -, caças franceses fizeram ontem os primeiros disparos contra o território da Líbia. Horas depois, mísseis americanos e britânicos, lançados de navios e submarinos estacionados no Mediterrâneo, atingiram Trípoli. A ação respondeu à ofensiva das forças de Kadafi contra Benghazi, o último reduto seguro dos rebeldes, no leste do país.

, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2011 | 00h00

Anunciando ter lançado mais de 112 mísseis de cruzeiro contra pelo menos 20 alvos, o Pentágono informou que a "fase 1" da ofensiva consistiria em debilitar o sistema de defesa aérea do regime líbio.

A reação armada a Kadafi era esperada desde a quinta-feira à tarde, quando o Conselho de Segurança da ONU aprovou a Resolução 1.973, que autorizou a utilização de "todas as medidas necessárias" - incluindo o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea - para evitar que o ditador massacrasse seu próprio povo. Horas antes, o regime líbio havia anunciado que avançaria na direção de Benghazi e atuaria "sem misericórdia" sobre as forças opositoras que não se rendessem incondicionalmente.

A medida da ONU foi aprovada por dez votos a favor, com cinco abstenções - as do Brasil, da Alemanha e da Índia, além de China e Rússia, dois países com poder de veto sobre as decisões do conselho. Os EUA, que enfrentam duas custosas guerras em termos humanos e econômicos no Afeganistão e no Iraque, romperam a hesitação inicial em tomar parte de uma nova ação militar no exterior depois de o presidente Barack Obama ter sido convencido a frear Kadafi por três de suas principais colaboradoras: a secretária de Estado, Hillary Clinton; a assessora de Segurança Nacional, Samantha Power; e a embaixadora na ONU, Susan Rice.

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