Caças ucranianos bombardeiam centro de Donetsk pela 1ª vez

Em Luhansk, cidade em poder das milícias pró-Rússia que espera chegada de ajuda humanitária, um líder rebelde renunciou ao cargo

O Estado de S. Paulo

14 de agosto de 2014 | 08h40

 

KIEV - Bombardeios da Força Aérea Ucraniana atingiram áreas perto do centro da cidade ucraniana de Donetsk, controlada por separatistas, pela primeira vez nesta quinta-feira, 14. Em Luhansk, outra cidade em poder das milícias pró-Rússia, um líder rebelde renunciou ao cargo para tratar de um ferimento sofrido em maio. 

Em Donetsk, maior cidade do leste da Ucrânia, pessoas saíram de seus escritórios e correram para a escadaria do prédio principal da administração municipal depois que explosões próximas provocaram um alerta.

Pouco depois, houve ao menos mais duas explosões perto do centro da cidade após o som de assobio da chegada de bombas.

Renúncia. Em Luhansk, o chefe da autoproclamada República Popular de Lugansk (RPL), Valeri Bolotov, anunciousua "renúncia temporária". Tomei a decisão de deixar temporariamente o cargo de chefe da República Popular de Lugansk. As consequências do ferimento não me deixam trabalhar plenamente pelo bem dos habitantes de Lugansk nestes difíceis tempos de guerra", disse o líder pró-Rússia aos jornalistas.

A chefia do território rebelde, cenário de sangrentos combates entre os separatistas pró-Rússia e as forças de Kiev, será assumida por Igor Plotnitski, atual ministro da Defesa da RPL.

A cidade de Luhansk e entorno, sob controle dos separatistas e sofrendo há semanas com a ofensiva das forças governamentais ucranianas, vivem os mais sangrentos combates entre os dois lados que disputam o controle da região.

A imprensa ucraniana divulgou hoje a morte nas últimas horas de pelo menos 22 civis na cidade, um dos últimos bastiões dos sublevados e que está à beira de uma catástrofe humanitária reconhecida por várias organizações internacionais.

As autoridades municipais informaram de um grande número de mortos e feridos pelo ataque em massa com artilharia contra uma área residencial.

Ajuda. Em Luhansk, que está há duas semanas sem água nem luz, sofrendo com escassez de alimentos, ainda permanecem 250 mil dos 420 mil habitantes. É para lá que se dirige o comboio humanitário russo que saiu há dois dias de Moscou.

Aparentemente, os 262 caminhões russos com mais de duas mil toneladas de carga a bordo, incluídos alimentos, remédios e geradores elétricos, atravessarão a fronteira russo-ucraniana pela região de Lugansk.

"A missão circulará pelo território sob controle rebelde e após a chegada a Luhansk a distribuição da ajuda entre a população civil correrá a cargo da Cruz Vermelha", explicou ontem Sviatoslav Tsegolko, porta-voz da presidência ucraniana./ EFE e REUTERS

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