Cai ainda mais a aprovação do presidente da Colômbia

O nível de aprovação do presidente colombiano Juan Manuel Santos continua a cair, na medida em que ele se aproxima da metade de seu mandato de quatro anos, revelou uma nova pesquisa feita por grupos de mídia da Colômbia.

AE, Agência Estado

30 de julho de 2012 | 16h43

O levantamento feito com 1.000 pessoas, publicado pela revista Semana, mostrou que 42% estão satisfeitos com a performance de Santos, abaixo dos 52% apurados em abril, dos 60% de aprovação em novembro e dos 68% que o presidente tinha em julho de 2011.

As principais preocupações das pessoas que participaram da pesquisa é a forma como Santos cuida dos problemas relacionados à segurança, assim como a forma como lida com a economia e o desemprego.

O presidente chegou ao cargo no início de agosto de 2010 com alto índice de aprovação e grandes aspirações, que incluíam a criação de uma economia mais industrializada que poderia levar o desemprego para índices abaixo dos 10%. Santos também disse que gostaria de abrir o caminho para chegar à paz com as guerrilhas de esquerda que há meio século travam uma guerra contra o governo.

Mas dois anos mais tarde, a economia colombiana não está mais industrializada - a produção manufatureira vem caindo há três meses seguidos - e a economia está cada vez mais ligada ao preço do petróleo - nunca é estável - já que o produto é o mais importante na pauta de exportações do país do que antes.

Com a queda dos preços do petróleo caindo neste ano, a economia colombiana está se desacelerando de forma constante, após crescer 5,9% em 2011. Em maio, o desemprego urbano subiu para 11,9%, ante 11,0% no mesmo mês de 2011.

No que diz respeito à segurança, o principal grupo guerrilheiro do país, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), registrou um certo ressurgimento no último ano, o que gerou críticas de que Santos estaria sendo mais brando com as guerrilhas do que seu antecessor, Alvaro Uribe. Santos nega a acusação.

As Farc e outros grupos rebeldes provocaram 67 explosões em oleodutos na primeira metade deste ano, um aumento de 250% em relação ao mesmo período de 2011. Como resultado desses ataques, a produção de petróleo na Colômbia começou a cair após atingir o recorde de 962 mil barris por dia em novembro de 2011. Em maio, a produção foi de 934 mil barris diários. As informações são da Dow Jones.

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