Cai apreensão de cocaína da América Latina nos EUA em 2007

Os esforços dos EUA para interceptarcarregamentos de cocaína da América Latina resultaram em bemmenos apreensões em 2007, disseram autoridades nasegunda-feira. Depois de apreenderem 262 toneladas da droga em 2006, osEUA conseguiram achar apenas 210 toneladas em 2007, segundo oalmirante Jim Stavridis, chefe do Comando Sul dos EstadosUnidos, responsável por operações na América Latina. Stavridis atribui parcialmente o declínio à adoção de novastáticas pelos traficantes. A cifra de 2007 foi a menor desde2003, segundo as autoridades. "Em qualquer disputa entre ataque e defesa, é precisoajustar as táticas para avançar", disse o militar. "Ostraficantes estão usando mais coisas como estesemi-submersível", disse Stavridis em frente ao seuquartel-general, em Miami, apontando a maquete de um pequenonavio. A maquete foi criada por especialistas dos EUA com base emum mini-submarino apreendido na década de 1990 por militares daColômbia. "Estamos usando os mesmos tipos de técnicas que usávamospara caçar submarinos na Guerra Fria para tentar encontrar essetipo de semi-submersíveis", disse ele, citando métodos como aacústica avançada, imagens de satélite e helicópteros. De acordo com Stavridis, a queda nas apreensões pode ser umsinal também de que a cocaína latino-americana está sendoenviada para a Europa em vez dos EUA. Pode sugerir também queos cartéis estejam cada vez mais usando a droga como forma depagamento fora da América Latina. A estatística abrange a cocaína latino-americana apreendidaem barcos, em aviões e em terra, com apoio de uma força-tarefados EUA que coordena essa atividade, com sede em Key West, naFlórida. Inclui também estimativas sobre a quantidade de cocaínadestruída pelos traficantes quando acuados pelas autoridades. O almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior Conjunto dosEUA, visitou na segunda-feira a sede da força-tarefa antidrogase o quartel-general de Stavridis. Mullen disse que o recado que recebeu do pessoal daforça-tarefa é que "o cara mau anda mais rápido que a gente". Ele falou à força-tarefa da sua preocupação em manter aatividade antidrogas apesar da sobrecarga dos militares com asguerras do Iraque e Afeganistão.

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