Caixas pretas são analisadas após acidente na Rússia

Investigadores estão examinando caixas pretas e outras evidências para tentar determinar a causa do acidente de avião no sábado em Moscou que causou a morte de cinco pessoas. O TU-204 pertencente à companhia aérea russa Asas Vermelhas levava oito pessoas, todas integrantes da tripulação, quando saiu para fora da pista ao pousar no aeroporto de Vnukovo, em Moscou. A aeronave se deslocou na direção de uma estrada adjacente, partiu-se em pedaços e pegou fogo.

AE, Agência Estado

30 de dezembro de 2012 | 15h33

Quatro pessoas morreram no local, segundo a Asas Vermelhas. A companhia informou ainda pelo Twitter que uma quinta pessoa, que havia sido resgatada, não resistiu aos ferimentos e morreu neste domingo. Os outros três sobreviventes estavam em estado grave em hospitais de Moscou.

O porta-voz da principal agência de investigação da Rússia, Vladimir Markin, foi citado por agências de notícias russas dizendo que os gravadores de dados do voo estavam sendo examinados, juntamente com amostras de combustível. Além disso, ele disse que documentos de voo para o avião foram coletados da companhia aérea e também serão avaliados.

"O avião pousou na área de desembarque apropriada mas por algum motivo não foi capaz de parar na faixa," disse o chefe da Agência Federal de Transporte Aéreo, Alexander Neradko, em entrevistas para redes de televisão locais. Uma catástrofe maior foi evitada porque a aeronave de 210 lugares estava sem passageiros e carregava apenas os oito tripulantes em seu retorno de um voo fretado para a República Tcheca.

Uma fonte da área de segurança disse que os investigadores tinham deixado de lado más condições climáticas ou erro do piloto e focavam em problemas técnicos como a causa mais provável. "De acordo com informações preliminares, a catástrofe em Vnukovo pode ter sido causada por problemas com o avião, que ficou exposto a condições meteorológicas difíceis", disse o funcionário, que não quis ser identificado, à agência de notícias Interfax. Testemunhas relataram rajadas fortes e neve no aeroporto no momento em que o avião chegou para pousar.

O proprietário da Asas Vermelhas, Alexander Lebedev, um bilionário famoso por sua visão crítica do Kremlin e por ser dono dos jornais London Evening Standard e The Independent no Reino Unido, disse que o jato havia passado recentemente por uma checagem meticulosa. "O avião de número 47 tinha acumulado 8.500 horas de voo e passou por sua última verificação completa em 23 de novembro", afirmou Lebedev, no Twitter. Ele também sugeriu que a recusa inicial dos controladores de tráfego de autorizar o pouso, exigindo que o avião completasse várias voltas em torno de Vnukovo, pode ter contribuído para o acidente. "Todas as máquinas têm seus limites, mesmo quando novas", escreveu Lebedev.

Vários meios de comunicação estatais especulavam horas após o acidente sobre um possível problema no sistema de freio da linha de aviões TU-204. Eles citaram uma carta enviada pelo órgão de controle da aviação Rosaviatsya ao fabricante na sexta-feira perguntando sobre um incidente na semana passada, quando uma aeronave desse tipo teve problema para aterrissar. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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