Calderón condena 'energicamente' massacre de imigrantes ilegais

Segundo comunicado do presidente, cartéis recorrem a sequestros e extorsões para angariar recursos

estadão.com.br

26 de agosto de 2010 | 11h32

CIDADE DO MÉXICO - O presidente do México, Felipe Calderón, condenou "energicamente" o massacre de 72 imigrantes ilegais no estado de Tamaulipas, no nordeste do país, por meio de um comunicado divulgado nesta quinta-feira, 26, segundo a agência de notícias AFP.

 

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No comunicado, o presidente diz que o massacre "se deu no entorno de uma luta violenta" entra o cartel do Golfo e seus ex-aliados Zetas, soldados desertores do Exército mexicano recrutados pelo narcotráfico.

 

"Eles recorrem à extorsão e ao sequestro de imigrantes como mecanismo de financiamento e recrutamento, já que estão enfrentando uma situação muito adversa para se abastecerem de recursos e pessoas", acrescenta o texto, que atribui o enfraquecimento dos cartéis às ações do governo.

 

Quatro dos 72 corpos encontrados em uma fazenda no Estado de Tamaulipas, no norte do México, são de imigrantes brasileiros, conforme  confirmou o Itamaraty. Segundo o governo mexicano, equatorianos, salvadorenhos e hondurenhos, completam o grupo, que tentava atravessar a fronteira e foi morto pelos Zetas. É o maior massacre relacionado à guerra ao tráfico no México, que começou em 2006.

 

Uma testemunha que sobreviveu ao massacre fez a denúncia. Trata-se de um equatoriano que foi baleado na garganta e estava internado em um hospital da região.

 

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