Justin Sullivan/AFP
Justin Sullivan/AFP

Califórnia libertará 8 mil presos para conter vírus nas cadeias

Estado já havia liberado outros 10 mil no início da pandemia; Estado tem mais de 300 mil casos do novo coronavírus

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2020 | 11h30

LOS ANGELES - A Califórnia vai libertar mais de 8 mil presos para reduzir a propagação do coronavírus de suas penitenciárias lotadas, informaram as autoridades do Estado americano, um dos mais afetados pela pandemia. 

Os presos podem ser libertados no início de agosto e se uniriam a outros 10 mil que já foram liberados em iniciativas similares desde o início da crise sanitária, indicou o Departamento de Correção e Reabilitação da Califórnia.

"As ações são adotadas para proporcionar saúde e segurança à população e aos funcionários das prisões", afirmou Ralph Diaz, secretário do departamento.

O anúncio, bem recebido pelos defensores da reforma penitenciária, acontece após um aumento de casos de covid-19 em San Quentin, uma das penitenciárias mais antigas da Califórnia.

O governador do Estado, Gavin Newsom, afirmou na quinta-feira que o foco era uma "área de grande preocupação", depois que mais de mil detentos testaram positivo.

As instalações de San Quentin tinha nesta semana metade dos casos de coronavírus ativos nas prisões de todo o Estado, que tem população carcerária de quase 113 mil presos. De acordo com autoridades, o local registra sete mortes e 1,5 mil casos.

O comunicado de sexta-feira, 10, informa que os prisioneiros liberados, que incluem os de San Quentin, serão submetidos a exames de COVID-19 durante a semana seguinte à libertação.

A Califórnia, Estado com a maior população dos Estados Unidos, com quase 40 milhões de habitantes, confirmou mais de 300 mil casos de coronavírus e mais de 6,8 mil mortes provocadas pela doença. / AFP

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