Stephen Lam / Reuters
Stephen Lam / Reuters

Califórnia tem segunda noite de protestos violentos nos EUA

Manifestação, que começou de forma pacífica na Universidade de Berkeley, rapidamente cresceu e chegou à vizinha Oakland

O Estado de S. Paulo

08 de dezembro de 2014 | 14h53

LOS ANGELES, EUA - Manifestações contra mortes de negros por policiais brancos este ano terminaram de forma violenta nas ruas da Califórnia pela segunda noite seguida, neste domingo, 7. O protesto, que começou de forma pacífica na Universidade de Berkeley, rapidamente cresceu e chegou à vizinha Oakland, que também faz parte da região metropolitana de São Francisco.

Houve atos de vandalismo contra equipamentos públicos e pontos comerciais. Manifestantes entraram em confronto com policiais e também entre si e chegaram a bloquear o trânsito em uma via expressa da cidade. Eles protestavam contra a decisão da Justiça americana de não indiciar dois oficiais brancos acusados de matar negros não armados em Ferguson, no Estado de Missouri, e em Nova York.

Grupos separados também chegaram à parte central da cidade no fim da noite, e atearam fogo em lixeiras, quebraram vidraças e saquearam lojas. Houve também relatos de vandalismo na prefeitura de Berkeley. Segundo a oficial Jennifer Coats, um dos manifestantes que tentou impedir o vandalismo foi atingido com um martelo na cabeça.

Cinco manifestantes foram presos, de acordo com a policial. Dois oficiais sofreram ferimentos leves. Os protestos terminaram por volta das 3h30 desta segunda-feira, 8.

Políticos do Partido Republicano e do Democrata têm pedido mais calma, enquanto manifestantes exigem reformas na polícia. Para o presidente da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (NAACP, na sigla em inglês, uma das principais organizações dos direitos civis dos EUA), Cornell William Brooks, é preciso instalar câmeras no uniforme dos policiais e mudar as regras de aplicação das leis. "É preciso mudar o modelo de policiamento", afirmou, em entrevista à CBS. / AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.