Calor recorde provoca incêndios que matam 25 na Rússia

Incêndios florestais se alastraram pelo sul da Rússia hoje, destruindo vilarejos, cercando uma cidade e matando pelo menos 25 pessoas, incluídos três bombeiros. O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, visitou a região mais castigada pelos incêndios e conversou com pessoas que foram levadas a um abrigo. Ontem, Moscou registrou seu recorde de calor, quando os termômetros marcaram 37,8 graus.

AE-AP, Agência Estado

30 de julho de 2010 | 15h48

Os incêndios se alastraram rapidamente através de mais de 90 mil hectares nos últimos dias, junto a uma onda de calor recorde e a uma seca severa. De acordo com registros históricos, julho tem sido o mês mais quente em Moscou, em 130 anos. A vegetação ficou seca nos campos e florestas e boa parte da safra deste ano foi arruinada.

Hoje, Putin visitou as ruínas do vilarejo de Verkhnyaaya Vereya, onde 341 casas foram arrasadas pelo fogo e 5 moradores morreram queimados. O vilarejo foi um dos destruídos perto da cidade de Nizhny Novgorod, a quinta maior cidade da Rússia, 475 quilômetros ao leste da capital do país.

No total, os incêndios nas regiões de Moscou, Voronezh e Nizhny Novogorod destruíram mais de mil casas e deixaram 2 mil pessoas desabrigadas, informou o Ministério de Emergências. Os incêndios se espalharam para outras 11 regiões no centro e no sul da Rússia.

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