Câmara abre investigação sobre escândalo sexual nos EUA

O Comitê de Ética da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos abriu uma ampla investigação sobre o escândalo sexual envolvendo o ex-deputado republicano Mark Foley, suspeito de ter trocado mensagens de conteúdo erótico com bolsistas menores de idade que trabalhavam no Congresso. Dezenas de intimações para testemunhas e abertura de documentos foram aprovadas pelo comitê. Paralelamente, o presidente da Câmara - acusado de saber do caso há meses - manteve sua posição e disse que não deixaria o cargo. Ainda assim, as declarações de Dennis Hastert em uma coletiva de imprensa concedida nesta quinta-feira parecem apontar para uma mudança na tática de defesa que ele vinha seguindo desde que o escândalo veio à tona. "Estou profundamente triste que isso tenha ocorrido e já estamos assumindo as responsabilidades", disse Hastert. Até quarta-feira, Hastert insistia não ter feito nada de errado e adotava a postura de que o escândalo estava sendo alimentado pela oposição democrata.A polêmica vem à tona a pouco mais de um mês das eleições legislativas de novembro, quando todos os 435 assentos e a presidência da Casa estarão em jogo. Segundo as últimas pesquisas, realizadas à luz dos acontecimentos, os democratas têm grandes chances de conquistar o controle da Câmara.Segundo o presidente do Comitê de Ética, Doc Hastings, a nova comissão formada para a investigação "irá a todos lugares que as evidências nos levam".Perguntado se Hastert está entre os intimados, Hastings preferiu não tecer comentários. Segundo ele, as intimações serão entregues para deputados, equipes e funcionários da Câmara.Para o líder dos democratas no Comitê, Howard Berman, a investigação deverá demorar "semanas, e não meses".Hastert, por sua vez, parabenizou a ação do comitê e disse que instruiria seu advogado a cooperar com o painel para que "cheguemos ao fundo disso".

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