Mark Lennihan/AP
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Câmara dos EUA aprova lei contra reforma de Wall Street de Obama

Os controles mais rígidos tinham sido introduzidos em 2010, quando o então presidente patrocinou um projeto para dificultar a repetição do cenário que levara à crise do subprime, em 2008, e o resgate de bancos com dinheiro público

O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2017 | 19h48

NOVA YORK - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira, 8, uma lei que abole muitas das medidas presentes na reforma do mercado financeiro promovida por Barack Obama, que havia aumentado a regulação do setor. A reforma democrata ficou conhecida como Ato Dodd-Frank. 

Os controles mais rígidos tinham sido introduzidos em 2010, quando o então presidente patrocinou um projeto para dificultar a repetição do cenário que levara à crise do subprime, em 2008, e o resgate de bancos com dinheiro público.       

A lei aprovada nesta quinta alivia as restrições sobre as atividades de instituições financeiras e, segundo o Partido Republicano e a Casa Branca, tem como objetivo estimular o crescimento e a criação de vagas de trabalho.   

O texto ainda precisa ser votado pelo Senado, onde deve encontrar mais resistência, já que alguns republicanos definem o projeto como um "presente" aos bancos. Já os democratas prometem mobilizar a opinião pública contra o afrouxamento do controle sobre Wall Street, símbolo da desigualdade social nos Estados Unidos.       

O presidente Donald Trump já nomeou alguns nomes do mercado financeiro para postos-chave na administração federal, como os ex-executivos do banco Goldman Sachs Steven Mnuchin (secretário do Tesouro) e Jay Clayton (chefe da Securities and Exchange Commission, espécie de CVM dos EUA). / Ansa 

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