Câmara aprova redução de restrições para viagens a Cuba

Após ratificação de medida no Senado, cubanos poderão visitar parentes na ilha uma vez por ano

EFE, O Estadao de S.Paulo

26 de fevereiro de 2009 | 00h00

A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou ontem, por 245 votos a favor e 148 contra, um projeto que reduz as restrições para as viagens a Cuba. Segundo o projeto, que ainda deve passar pelo Senado, os cubano-americanos com "parentes próximos" em Cuba poderão visitar a ilha uma vez por ano, e não mais apenas uma vez a cada três anos, como estabelece a legislação atual. "Essa medida envia a mensagem que o Congresso apoia uma mudança na política para Cuba", disse o deputado democrata José Serrano.Segundo o congressista, a nova proposta permite que os cubano americanos gastem US$ 179 por dia em suas visitas à ilha (hoje os gastos são limitados a US$ 50) e amplia a definição do conceito de "parentes próximos", passando a incluir, além de pais, avós, irmãos e filhos, também tios e sobrinhos. A proposta também flexibiliza as regras para a venda de alimentos e remédios para Cuba. Se o projeto for aprovado, por exemplo, Havana não precisará mais pagar adiantado pela mercadoria que recebe dos Estados Unidos. "Cuba é o único país que tem de pagar a vista - o que é irônico, pois se nosso desejo é que haja mudança na ilha precisamos dar-lhe crédito, a essência do capitalismo", afirmou Serrano. TESOURO Como quem cuida da questão do embargo e das restrições à Cuba é o Tesouro americano, o projeto foi incluído na proposta para o orçamento deste ano. As restrições que ele reverte parcialmente foram impostas em 2004 pelo então presidente republicano George W. Bush para pressionar por uma transição democrática na ilha. Desde a posse do novo presidente Barack Obama há a perspectiva de que as relações entre os EUA e Cuba se tornem menos conflitivas. O presidente cubano, Raúl Castro, já disse que está disposto a se encontrar com Obama para discutir as relações e nos últimos meses tem feito campanha entre os países da região para aumentar as vozes contra o embargo econômico à ilha.

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