Câmara censura ação dos EUA na Líbia

Em derrota simbólica, Congresso proíbe intervenção militar no país; financiamento, no entanto, é mantido

Denise Chrispim Marin, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2011 | 00h00

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, em uma derrota simbólica para o presidente Barack Obama, desautorizou ações militares na Líbia. Em outra votação, no entanto, prorrogou a utilização de fundos do governo americano a campanha contra o líder Muamar Kadafi.

As operações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Líbia são comandadas por Grã-Bretanha e França. Os EUA tem um papel secundário, limitado ao fornecimento de materiais bélicos.

O projeto de lei para dar o respaldo da Câmara à campanha na Líbia foi rejeitado por 295 deputados, contra 123 a favor. "Nós estamos desapontados. Acreditamos não ser o momento de enviar mensagens misturadas quando estamos trabalhando com nossos aliados para atingir objetivos compartilhados amplamente pelo Congresso", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney. "Não é hora de enfraquecermos."

Obama autorizou a intervenção na Líbia em viagem ao Brasil em março. No início de abril, passou o comando das operações para a Otan. Do início dessa campanha ao começo de junho, no entanto, os EUA já gastaram mais de US$ 700 bilhões com a intervenção no país, que ainda não atingiu os resultados esperados pelo Pentágono.

As votações de ontem alimentaram dúvidas sobre o comportamento da Câmara na tramitação de projeto de lei sobre os cortes dos gastos do Pentágono . Até esse mês, mais US$ 300 bilhões devem ser gastos pelos EUA na campanha líbia.

A intervenção foi autorizada pela Resolução 1.973 do Conselho de Segurança da ONU e visa proteger civis dos ataques do coronel Kadafi.

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