Câmara de Toronto retira maioria dos poderes de prefeito

Sob gritos de "Vergonha! Vergonha!", o prefeito de Toronto, Rob Ford, perdeu o que havia sobrado de seus poderes nesta segunda-feira, após um debate tenso na Câmara Municipal em que ele chegou a derrubar uma conselheira. Ford chamou o movimento contra ele de "golpe de estado" e prometeu uma "guerra total" na próxima eleição para a prefeitura.

Agência Estado

19 de novembro de 2013 | 04h25

"O que está acontecendo aqui hoje não é um processo democrático, é um processo de ditadura", disse o prefeito de 44 anos. A Câmara não tem poderes para afastá-lo do cargo se ele não for acusado de algum crime, mas atuou para reduzir o orçamento disponível para o seu gabinete em 60%. Com a medida, os funcionários do prefeito puderam se realocar para o gabinete do vice, que agora controla a maioria dos poderes que antes pertenciam à Ford.

O chefe do Executivo de Toronto não tem mais nenhum poder legislativo efetivo, nem possui mais cadeiras no comitê executivo, mas ainda detém o título e pode representar a cidade em eventos oficiais. A derrocada começou após revelações de que Ford teria fumado crack e depois que o prefeito passou a ter um comportamento instável.

Durante o debate na Câmara, o prefeito caminhava pela sala trocando insultos com membros do público que assistiam à sessão. Um dos conselheiros pediu que a segurança esvaziasse o auditório e chamou um recesso, mas Ford continuou a discutir com os detratores e esbarrou na conselheira Pam McConnell, derrubando-a. Ele afirmou que o encontro foi acidental, que queria defender seu irmão, o conselheiro Doug Ford, porque pensou que ele estivesse no meio do conflito. Fonte: Associated Press.

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