EFE
EFE

Câmara dos Deputados da Colômbia abre investigação preliminar contra presidente Iván Duque

Suspeita, levantada por declarações de uma ex-congressista presa na Venezuela, é de corrupção, fraude eleitoral e compra de votos

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2020 | 22h54

BOGOTÁ - A Comissão de Acusação da Câmara dos Deputados da Colômbia abriu uma investigação preliminar contra o presidente do país, Iván Duque, após declarações da ex-congressista Aída Merlano, presa na Venezuela, que afirmou que políticos compraram votos para favorecer sua vitória nas eleições.

"Decidimos abrir uma investigação depois de receber a queixa do representante na Câmara, David Racero, contra Duke", disse a jornalistas o presidente da Comissão de Acusação, John Jairo Cárdenas.

Cárdenas explicou que, para a investigação, a primeira aberta contra Duque, foram escalados os congressistas Edward Rodríguez (Centro Democrático), Andrés Calle (Partido Liberal) e Wilmer Leal (Partido Verde).

"A partir deste momento, eles são investidos dos poderes que lhes são conferidos pela Constituição e pela lei para avançar em tudo o que é pertinente no desenvolvimento desta investigação", afirmou Cárdenas.

A Comissão, responsável por investigar aqueles que gozam de jurisdição, é composta por políticos de vários partidos e, embora tenha aberto processos contra vários presidentes ou ex-presidentes, nunca condenou ninguém.

A decisão da Comissão tem origem em uma queixa apresentada dias atrás por Racero, que pede para saber se o chefe de Estado é ou não responsável pelos crimes de fraude eleitoral, corrupção e compra de votos. 

Merlano, condenada na Colômbia a 15 anos de prisão por corrupção eleitoral, fugiu em outubro passado, aproveitando uma consulta em um consultório odontológico em Bogotá, e foi recapturada em 27 de janeiro por agentes da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) em Maracaibo, na Venezuela. /EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.