Câmara dos EUA aprova lei que amplia sanções contra Irã

Pelo projeto, empresa que fornecer petróleo ao país não poderá fazer negócios nos EUA; Teerã critica

BBC Brasil, BBC

16 de dezembro de 2009 | 02h54

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou na noite desta terça-feira um projeto de lei que dá ao presidente Barack Obama mais poder para impor sanções contra o Irã devido ao seu programa nuclear.  A lei - que ainda precisa ser aprovada pelo Senado - prevê penas mais duras a empresas estrangeiras que fornecerem petróleo refinado ao Irã.

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De acordo com o projeto, Obama poderá proibir que essas empresas mantenham qualquer tipo de negócios nos Estados Unidos. Essas companhias também não poderão receber ajuda financeira de instituições americanas.

O Irã abriga uma das maiores reservas de petróleo do mundo. No entanto, como não tem capacidade suficiente de refino, o país importa cerca de 40% do petróleo que consome.

O país compra esse petróleo de várias companhias, entre elas as europeias Total, British Petroleum, Vitol e Trafigura.

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Após a votação, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse que a medida envia uma mensagem clara, de que Washington vai usar todas as ferramentas possíveis para impedir que o Irã leve adiante seu programa nuclear.

No entanto, críticos do projeto afirmam que a nova lei poderia fazer com que cidadãos iranianos culpem os Estados Unidos por qualquer tipo de escassez de petróleo.

Segundo o correspondente da BBC em Washington Richard Lister, a lei é um alerta ao Irã de que o Congresso está disposto a recorrer a sanções caso o governo iraniano não demonstre que não pretende fabricar armas nucleares.

Os Estados Unidos e outros países pressionam o governo iraniano a interromper seu programa de enriquecimento de urânio por temer que o Irã esteja secretamente tentando desenvolver armas nucleares.

Teerã, porém, nega as alegações e afirma que seu programa nuclear é pacífico e tem o objetivo de gerar energia.

Devido a sua recusa em interromper o enriquecimento de urânio, o Irã já sofre uma série de sanções por parte da ONU.

 

 

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