AFP PHOTO / SAUL LOEB
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Câmara dos EUA aprova lei que dificulta entrada de refugiados sírios

Embora o projeto ainda tenha de receber sinal verde no Senado, o presidente Barack Obama já advertiu que vetará a legislação 

O Estado de S. Paulo

19 de novembro de 2015 | 19h51

WASHINGTON - A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou nesta quinta-feira, 19, um projeto de lei para endurecer os requisitos de entrada de refugiados sírios ao país com o objetivo de evitar a chegada de possíveis terroristas ao território americano.

Embora o projeto ainda tenha de receber sinal verde no Senado, o presidente dos EUA, Barack Obama, já advertiu que vetará a legislação se for aprovada pelos congressistas, e insistiu em sua determinação de abrir as portas a 10 mil refugiados sírios no ano que vem. 

A medida, promovida por Mike McCaul (Texas) e Richard Hudson (Carolina do Norte), ambos do Partido Republicano, foi aprovada por 289 votos a favor e 137 contra.

O texto foi produto da reação aos recentes ataques a Paris, que deixaram pelo menos 129 mortos e centenas de feridos, já que foi revelado que pelo menos um dos criminosos teria entrado na Europa pela Grécia se fazendo passar por um refugiado sírio.

Após os atentados da sexta-feira em Paris, muitos políticos, especialmente republicanos, mostraram-se preocupados com as cotas de aceitação de refugiados sírios nos Estados Unidos, que poderiam permitir que membros do Estado Islâmico (EI) possam se infiltrar de maneira similar.

A proposta legislativa exigiria que todas as pessoa que buscassem asilo nos Estados Unidos provenientes da Síria ou do Iraque tivessem de passar pelos controles tanto do FBI como do Departamento de Segurança Nacional (DHS) e do Centro Nacional Antiterrorista.

"Se nossas forças de segurança e a comunidade de inteligência não podem verificar que cada pessoa que vem aqui não seja uma ameaça à segurança, então não deve deixá-las entrar. Neste momento, o governo não pode se certificar disso, então este plano põe em pausa o programa (de refugiados)", afirmou o presidente da Câmara, o republicano Paul Ryan. / EFE

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