Câmara dos EUA aprova projeto que derruba reforma da saúde

Segundo analistas,votação tem caráter simbólico, já que são poucas as chances de veto à proposta de Obama.

Alessandra Corrêa, BBC

19 de janeiro de 2011 | 23h39

Reforma da saúde foi aprovada em meio a forte oposição republicana

A Câmara dos Representantes (deputados federais) dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira, por 245 votos a favor e 189 contra, a derrubada da reforma da saúde.

Com a votação, os republicanos, que assumiram o controle da Câmara nas eleições legislativas de novembro, cumprem uma promessa de campanha.

Considerada uma das principais conquistas do governo do presidente Barack Obama, a reforma da saúde foi aprovada em março do ano passado, em meio a forte oposição republicana.

Segundo analistas, porém, a votação desta quarta-feira, realizada após cinco horas de debates, teve um caráter mais simbólico, já que são poucas as chances de derrubar efetivamente a reforma da saúde.

A proposta deve agora ser votada no Senado, onde não deve ser aprovada, já que a Casa continua sob controle do Partido Democrata, de Obama.

Seriam necessários 60 votos para derrubar a lei no Senado, e os republicanos contam com apenas 47 senadores.

Para que a lei seja derrubada de fato, seria também necessária a aprovação de Obama - que já prometeu vetar a proposta, caso seja aprovada nas duas Casas.

Mudanças

A reforma da saúde garante cobertura para mais de 30 milhões de americanos que não tinham plano de saúde.

Entre outros pontos, a lei amplia o programa Medicaid, plano de saúde financiado pelo governo para a população de baixa renda.

No entanto, os republicanos dizem que a lei é cara e que vai cortar empregos.

Eles já prometeram negar os fundos necessários para a implementação da lei.

A lei obriga todos os americanos a adquirir seguro de saúde e proíbe as companhias de seguro de negar cobertura a pacientes que tenham problemas médicos.

Muitas das mudanças previstas na lei só entrarão em vigor em 2014.

Pesquisas de opinião revelam que os americanos permanecem divididos sobre a lei: enquanto a maioria diz acreditar que ela pode prejudicar a economia do país, apenas 18% gostariam que fosse derrubada completamente.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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