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Câmara dos EUA aprova reforma da saúde

Projeto é prioridade do governo Obama e deve beneficiar 32 milhões de americanos atualmente sem seguro.

Alessandra Corrêa, BBC

21 de março de 2010 | 23h57

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou na noite deste domingo o projeto de reforma do sistema de saúde, resultado considerado por analistas uma grande vitória para o presidente Barack Obama.

O placar final, de 219 votos a favor e 212 contra, superou em apenas três o mínimo de 216 votos necessário para a aprovação do projeto e foi obtido depois de dias de negociações para tentar convencer democratas indecisos a apoiar a reforma.

A proposta será agora encaminhada ao presidente Barack Obama para sanção.

Ainda na noite deste domingo, os deputados votam um pacote de medidas de ajuste no projeto. Esse pacote de mudanças ainda deve ser votado e aprovado pelo Senado antes que possa entrar em vigor.

A reforma do sistema de saúde é a principal bandeira da política doméstica do presidente Barack Obama e deverá beneficiar 32 milhões de americanos que atualmente não têm cobertura de saúde.

A votação do projeto era vista por analistas como um teste para a liderança de Obama.

Na última semana, o presidente cancelou uma viagem internacional para permanecer em Washington durante o fim de semana e se empenhar ao lado de líderes democratas para obter o apoio necessário ao projeto.

Votação

Até o início dos debates nesta rara sessão de domingo, ainda havia dúvidas sobre se os democratas conseguiriam o número mínimo de votos necessários para a aprovação.

Os republicanos são contra o projeto e afirmam, entre outras críticas, que a reforma vai custar muito e vai aumentar o tamanho do Estado e dar ao governo um controle excessivo sobre o sistema de saúde.

O projeto também encontrou vários opositores dentro do Partido Democrata.

No entanto, na tarde de domingo a Casa Branca anunciou que, logo após a aprovação da proposta, o presidente Obama iria emitir uma ordem executiva garantindo que verbas federais não poderão ser usadas para abortos.

Esse acordo garantiu o apoio de um grupo de democratas que se opunham ao projeto por temor de que dinheiro federal acabasse financiando abortos.

Divisão

Em um ano de eleições legislativas, em que parte do Congresso será renovada, a discussão sobre a reforma da saúde foi marcada por discursos apaixonados tanto por parte dos defensores quanto dos opositores das mudanças, em um indicativo da divisão que deve marcar a campanha eleitoral.

Em frente ao Capitólio, centenas de manifestantes contrários ao projeto acompanharam a votação.

A reforma da saúde representa a maior mudança no sistema de saúde americano desde a criação, nos anos 1960, do Medicare, que garante o atendimento médico às pessoas com mais de 65 anos.

Uma estimativa divulgada na semana passada pela Comissão de Orçamento do Senado afirma que a reforma da saúde vai custar US$ 940 bilhões (cerca de R$ 1,69 trilhão) em dez anos, mas deverá reduzir o déficit do país em US$ 138 bilhões (cerca de R$ 247 bilhões) no período.

Além de ampliar o número de americanos cobertos, a reforma da saúde pretende tornar a assistência médica mais barata e impor regras mais rígidas às seguradoras.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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